
Flávio Bolsonaro e Alexandre de Moraes: aceno institucional em meio ao embate (Foto: Instagram)
A ofensiva do bolsonarismo contra o Supremo Tribunal Federal (STF), prometida durante a campanha, ganhou força após a vitória da direita nas eleições para o Congresso. No entanto, surge uma possível tentativa de aproximação de Flávio Bolsonaro (PL) com a Corte. O novo Senado contará com 28 parlamentares do PL e cerca de 49 senadores de direita, um número próximo dos 54 votos necessários para iniciar um processo de impeachment contra um ministro do Supremo.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Alexandre de Moraes é o principal alvo. Flávio designou o senador Rogério Marinho, coordenador de sua campanha, para comunicar ao STF a intenção de manter uma relação institucional em um eventual governo, sem buscar vingança contra Moraes. Marinho tem procurado ministros e deve se reunir hoje, às 13h, com o presidente Edson Fachin. A estratégia busca diferenciar Flávio do confronto constante que marcou a relação de Jair Bolsonaro com o Supremo.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
O movimento, no entanto, enfrenta resistência dentro do próprio bolsonarismo. Em entrevista, Nikolas Ferreira rejeitou qualquer possibilidade de acordo com Moraes. “Não adianta Moraes fazer aceno agora, não tem negociação”, afirmou o deputado, horas depois de o ministro determinar a progressão para o regime semiaberto de Débora do Batom, condenada pelos atos de 8 de Janeiro.
Flávio tentará equilibrar essa contradição nas próximas semanas: construir uma relação minimamente funcional com o Judiciário sem decepcionar sua base política, que transformou o enfrentamento ao STF em uma bandeira eleitoral. O próprio PL mantém o impeachment de Moraes entre suas principais reivindicações.
O STF não ficará inerte. Ministros da Corte pretendem estabelecer um canal de diálogo com a ala menos radical do PL, como Reinaldo Azambuja, do Mato Grosso do Sul, e Eduardo Gomes, do Tocantins. Outra expectativa é que parlamentares sob investigação da Polícia Federal em inquéritos no STF evitem, inicialmente, um confronto direto com os juízes. É o caso do senador do PL eleito pelo Rio de Janeiro, Carlos Jordy.
Enquanto isso, Lula prepara uma reforma do Judiciário em resposta à crise envolvendo o STF e pretende acelerar a proposta após o resultado do primeiro turno. O principal eixo é limitar o tempo de permanência dos ministros no Supremo: uma das alternativas prevê idade mínima de 60 anos para a indicação e mandato de 15 anos, enquanto outra estabelece apenas um mandato entre 12 e 15 anos. A proposta também prevê a criação de um conselho de notáveis, responsável por avaliar e selecionar nomes que seriam posteriormente submetidos ao presidente da República.







Leave a Reply