Ex-prefeito Rogério Franco é cotado para comandar a Alesp em 2027

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Encontro de Tarcísio de Freitas com lideranças do PL em São Paulo (Foto: Instagram)

Com 27 deputados estaduais eleitos, o PL deve continuar à frente da Presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), segundo a opinião de políticos de diversos partidos. O partido ampliou sua bancada, que antes contava com 21 deputados, e seguirá com a maior representação na Casa – o PT vem em seguida, com 16 eleitos.

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Parlamentares do PL consultados pela coluna indicam três nomes como os principais candidatos para disputar a liderança da Alesp no próximo ano: Alex Madureira, reeleito com 122,7 mil votos; o ex-prefeito de Cotia, Rogério Franco, eleito com 89 mil votos; e o ex-prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, eleito com 162,6 mil votos.

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O ano legislativo na Alesp de 2027 começa em 10 de fevereiro, quando também serão eleitos o novo presidente e os demais membros da Mesa Diretora.

NOMES COTADOS
Desde o ano passado, Alex de Madureira tem seu nome mencionado para suceder André do Prado (PL), atual presidente que foi eleito senador no domingo (4/10).

Já Ashiuchi, que deixou a Secretaria do Meio Ambiente da gestão Ricardo Nunes (MDB) para disputar a eleição, é citado entre correligionários como uma possibilidade por integrar o grupo político do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, no Alto Tietê.

Apesar dos dois nomes estarem no páreo, diferentes membros do PL mencionaram Rogério Franco como um novo elemento que pode ganhar força nessas negociações. Franco e André do Prado têm uma antiga aliança política, e aliados afirmam que o senador eleito pode trabalhar para eleger o ex-prefeito de Cotia.

Questionado pela coluna, Rogério Franco afirmou que o foco agora “é o segundo turno e a eleição de Flávio Bolsonaro para a Presidência da República”, mas não descartou os rumores. “Todos os esforços do partido estão concentrados nesse objetivo”, afirmou.

Em 2023, no primeiro ano da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), André do Prado foi alçado ao comando da Alesp após articulação que envolveu Valdemar, que considera o deputado um “pupilo político”. De acordo com parlamentares do PL, o dirigente deve novamente atuar na escolha do nome.

“Vai depender muito do Valdemar. Acho que a palavra de peso é dele”, disse um deputado do partido.

Ainda segundo deputados, outros partidos da base aliada de Tarcísio, como a federação União Progressista e o Republicanos, podem tentar reivindicar a cadeira, mas as chances são remotas devido à diferença do tamanho de suas bancadas: as legendas elegeram, respectivamente, nove e seis deputados estaduais.

Dentro do Republicanos, o nome mais comentado para uma eventual candidatura é do atual líder do governo, Gilmaci Santos.

NOVA COMPOSIÇÃO
Para a próxima legislatura, o PL ampliou sua bancada de 21 para 27 deputados. O PT manteve a segunda maior bancada, com uma cadeira a menos em relação ao atual mandato, de 17 para 16 eleitos. Outro partido de oposição a Tarcísio, o PSol aumentou sua representação na Alesp, passando de cinco para nove deputados estaduais. O PSD, que atualmente conta com 11 parlamentares, elegeu nove. O PP, por sua vez, ampliou sua representação de duas para cinco cadeiras. União Brasil elegeu quatro. Assim, a federação União Progressista terá 9 parlamentares. Podemos e Republicanos elegeram seis deputados cada; o MDB terá cinco representantes; o PSB, três. Missão, Novo, PRD e PSDB terão um parlamentar cada.

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