
MPSP defende condenação por latrocínio em morte de soldado em Sorocaba (Foto: Instagram)
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) defende a condenação de Vitor dos Santos Alencar Conceição por latrocínio na morte do soldado Matheus Almeida Rodrigues, mesmo que o tiro fatal tenha sido disparado por outro policial militar.
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Essa tese está nas alegações finais apresentadas à Justiça de Sorocaba, onde o MPSP argumenta que, mesmo se o tiro que matou Matheus partiu de um membro da corporação, a responsabilidade pela morte pode ser atribuída aos autores do roubo.
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Matheus foi morto em 11 de abril, durante uma ação policial contra quatro suspeitos de roubo a uma farmácia em Sorocaba. Três suspeitos morreram, e Vitor foi o único sobrevivente.
Um laudo revelou que o projétil retirado da cabeça de Matheus era compatível com munição calibre .40 S&W, usada por PMs. As armas dos suspeitos eram dois revólveres calibre .38 e uma arma de brinquedo. A perícia não conseguiu determinar de qual arma da PM partiu o tiro fatal.
Outro laudo indicou que 76 estojos de munição, todos da PMESP, foram recolhidos na cena e que havia perfurações no carro de fora para dentro. As armas atribuídas aos suspeitos não estavam no local durante a perícia, enfraquecendo a versão de troca de tiros.
Em setembro, Vitor afirmou à Justiça que um dos comparsas levantou as mãos antes dos disparos e que o grupo não estava armado com armas verdadeiras.
Nas alegações finais, o MPSP sustenta que Vitor pode ser responsabilizado pela morte do PM, mesmo que o tiro fatal tenha partido de um policial, pois a morte ocorreu dentro do risco criado pelos autores do roubo. A Promotoria afirma que os revólveres do grupo estavam aptos a disparar e tinham cartuchos deflagrados, compatíveis com o uso na ocorrência.
Assim, o MPSP considera possível atribuir a morte ao grupo e pede a condenação de Vitor por latrocínio.







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