OEA elogia eleições no Brasil, mas alerta para polarização no 2º turno

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Eleitor em cabine de votação durante o primeiro turno das eleições brasileiras (Foto: Instagram)

A Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Carter Center, duas instituições de destaque em missões de observação eleitoral, divulgaram nesta terça-feira (6/10) relatórios preliminares sobre o primeiro turno das eleições no Brasil. As entidades elogiaram o processo eleitoral brasileiro, mas também emitiram alertas para o segundo turno.

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No relatório, a missão de observadores da OEA destacou a "capacidade técnica, logística e organizacional" do Brasil para "conduzir com sucesso eleições de grande magnitude". A organização também mencionou a eficiência e rapidez na divulgação dos resultados, além de ressaltar a transparência do processo eleitoral no país.

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O documento elogiou ainda a ausência de militares das Forças Armadas no acompanhamento das eleições, prática adotada em 2022 e considerada "inédita no Brasil" e na América do Sul. "A MOE/OEA também destaca positivamente que, nessas eleições, as Forças Armadas não participaram de atividades de fiscalização e auditoria junto ao órgão eleitoral, como ocorreu nas eleições gerais de 2022", diz o relatório.

ALERTAS PARA O SEGUNDO TURNO
Entre os alertas, a OEA chama atenção para o "clima de tensão e forte polarização política" identificado pelos técnicos durante o acompanhamento do processo eleitoral no Brasil. O relatório também menciona a "judicialização manifesta, confrontos pessoais e narrativas de desinformação" que podem gerar desconfiança sobre a integridade do sistema de votação eletrônico.

Ao abordar questões judiciais, a OEA enfatiza a importância de garantir "máxima segurança jurídica" aos atores do processo eleitoral no segundo turno para que possam conduzir suas campanhas adequadamente.

O documento também cita uma nota do ministro e presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, enviada ao presidente do STF, Edson Fachin. Kassio expressou "elevada preocupação" com decisões recentes do STF relacionadas ao processo eleitoral no Brasil.

A missão da OEA, composta por 91 observadores de 23 nacionalidades, chegou ao Brasil de forma escalonada a partir de 25 de setembro e se mobilizou em 21 unidades federativas do país e no Distrito Federal, além de seis cidades no exterior.

CARTER CENTER DESTACA ORGANIZAÇÃO E TRANSPARÊNCIA DA ELEIÇÃO
Em comunicado, Jennie Lincoln, assessora sênior do Carter Center para a América Latina e Caribe e chefe da missão no Brasil, elogiou o processo eleitoral brasileiro, classificando-o como "bem-organizado e transparente". "Ficamos contentes em ver que todos os partidos políticos aceitaram os resultados, e agora voltamos nossas atenções para o segundo turno, em 25 de outubro", afirmou.

No relatório preliminar do instituto, fundado pelo ex-presidente dos EUA Jimmy Carter e sua esposa Rosalynn Carter, são destacadas as resoluções do TSE voltadas para o ambiente digital. A nota também ressalta que o "investimento contínuo do Brasil" no sistema de tecnologia de votação resultou em uma "experiência de voto robusta e inclusiva, com resultados divulgados poucas horas depois do encerramento da votação".

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