
Senador Davi Alcolumbre na sessão do Senado Federal (Foto: Instagram)
Os senadores devem iniciar nesta terça-feira (6/10) a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1. Entretanto, o resultado das eleições de domingo (4/10) pode dificultar o avanço da proposta.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
A proposta visa reduzir a jornada de trabalho e é uma das principais apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conquistar uma vitória no segundo turno, em 25 de outubro. Em apoio ao governo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), agendou para esta semana o início da análise da matéria no plenário.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Alcolumbre, que busca reeleição no comando do Senado no próximo ano, precisará do apoio da base bolsonarista, que saiu vitoriosa nas eleições. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, terá a maior bancada no Senado a partir do próximo ano, com 28 senadores.
Flávio, que obteve 47,03% dos votos no 1º turno, criticou a medida chamando-a de "eleitoreira" e tem trabalhado para que a proposta não avance no Senado. O coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), também é crítico da PEC e apresentou um projeto alternativo para barrar o texto.
Além disso, com o fim das eleições, senadores reeleitos poderão se opor à medida sem temer reações eleitorais.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, permanece otimista e declarou nesta segunda-feira (5/10) que o resultado do primeiro turno não deve impactar a votação. "O presidente Davi tem sido muito firme. Ele quer votar e vai votar essa matéria nesta semana. Foi o que ele anunciou publicamente", disse à imprensa.
Guimarães afirmou que buscará diálogo com Alcolumbre para tentar concluir a votação até quarta-feira. "Nada mudou, a eleição está empatada. São 2% e vamos seguir em frente. Esta matéria é de interesse do Brasil, não de candidato A ou B", declarou.
A proposta que elimina a escala 6×1, onde o trabalhador labora seis dias e descansa um, foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio.
No Senado, a proposta ficou parada por cerca de três meses devido a um desentendimento entre Lula e Davi Alcolumbre. Após pressão dos governistas, a PEC foi levada à CCJ durante o esforço concentrado em setembro, onde foi aprovada.
Na ocasião, Alcolumbre afirmou que só pautaria o texto em plenário após as eleições, sem especificar se seria antes ou depois de um possível segundo turno presidencial.
Segundo o regimento, o texto precisa passar por cinco sessões de discussão antes de ser votado. Contudo, os prazos podem ser encurtados se os senadores aprovarem um calendário especial.
Como a proposta altera a Constituição, ela precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em dois turnos de votação. Se o Senado mantiver o texto aprovado pela Câmara, a proposta poderá ser promulgada pelo Congresso sem a necessidade de sanção presidencial.
A medida tem grande apoio popular. Uma pesquisa da Quaest, realizada em maio, revelou que sete em cada 10 brasileiros são favoráveis à mudança.
A PROPOSTA
Conforme o texto aprovado na Câmara e na CCJ do Senado, a jornada máxima será reduzida das atuais 44 para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação. Um ano depois, o limite será reduzido para 40 horas.
A PEC também garante dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Convenções e acordos coletivos poderão estabelecer formas diferentes de organização da jornada, desde que respeitem as regras constitucionais.







Leave a Reply