Alckmin promete reforma no Judiciário em novo governo Lula durante evento no DF

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Geraldo Alckmin faz panfletagem ao lado de Leandro Grass em Ceilândia (Foto: Instagram)

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que busca a reeleição, declarou nesta quarta-feira (7/10) que um novo governo de Lula realizará uma reforma no Judiciário. A afirmação foi feita durante uma panfletagem ao lado de Leandro Grass (PT), candidato ao Governo do Distrito Federal, na Feira Central de Ceilândia.

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Alckmin, concorrendo novamente como vice na chapa de Lula (PT), assim como em 2022, mencionou que o Brasil deseja mudanças, mas que elas devem ser positivas. O vice-presidente também abordou o ajuste fiscal, destacando que ele se concentrará em cortar privilégios e desperdícios, sem impactar trabalhadores e a classe média.

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“O Brasil quer mudança, mas não pode ser mudança para pior. Tem que ser mudança para melhor. Quem vai fazer a reforma do Judiciário somos nós. O presidente Lula já fez lá atrás, criando o Conselho Nacional do Ministério Público, o CNJ da Justiça. O ajuste fiscal nós vamos fazer mais em cima de privilégios, de desperdício. Não em cima do trabalhador e da classe média”, afirmou.

Alckmin ressaltou que o governo Lula reduziu o Imposto de Renda da população, e que aqueles que ganham até R$ 5 mil passaram a ter o tributo zerado, enquanto quem recebe até R$ 7.350 teve uma redução no imposto.

“Eles [o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)] tiraram o imposto de jet-ski, de arma de fogo, de barco de luxo. Então, é preciso esclarecer isso para a população”, comentou.

A fala de Alckmin vem após Lula (PT), presidente e candidato à reeleição, expressar apoio a uma reforma do Poder Judiciário. Ainda em campanha para o primeiro turno, no final de setembro, o presidente afirmou em entrevista ao podcast Normose ser favorável a uma reforma no Judiciário brasileiro. Na ocasião, ele também mencionou a criação de um sistema de duração de mandatos, semelhante ao da Presidência e do Congresso Nacional.

“Vou propor que a gente monte um conselho para escolher os ministros da Suprema Corte. E a gente tem que criar mandato [em todo o Judiciário]”, afirmou na entrevista, realizada no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente.

Na última segunda-feira (5/10), o petista voltou ao tema e afirmou que o assunto precisa ser discutido ainda durante a campanha do segundo turno.

“Quando você chega a uma situação em que a Suprema Corte está sob a desconfiança da sociedade, é algo muito grave. Então, esses são temas que nós vamos ter que encarar nesta campanha”, declarou.

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