
Lula e Zelensky simbolizam cooperação em meio ao envio de medicamentos do Brasil à Ucrânia (Foto: Instagram)
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou medicamentos para as vítimas do conflito na Ucrânia, como parte da assistência humanitária do Brasil ao país invadido pela Rússia em 2022. Conforme comunicado da Embaixada do Brasil em Kiev, os medicamentos chegaram à Ucrânia no último dia 3 de outubro.
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Os remédios foram recebidos pelo Departamento de Saúde da cidade de Uzorodo, na província de Transcarpátia.
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"A entrega desses medicamentos visa auxiliar pacientes com formas secundárias progressivas de doenças, além de adultos com artrite reumatoide secundária severa e crianças e adolescentes com artrite idiopática juvenil", afirmou o comunicado divulgado pela embaixada brasileira.
Segundo a representação diplomática do Brasil na Ucrânia, "este gesto demonstra o compromisso inabalável" brasileiro em relação ao apoio humanitário para os ucranianos.
Em 2022, alguns meses após o início do conflito, o Brasil já havia enviado mais de 11,6 toneladas de insumos e medicamentos para a Ucrânia.
Apesar da nova remessa de ajuda humanitária, a relação entre os dois países enfrentou problemas recentes devido a declarações de Lula sobre a guerra na Europa.
Desde que reassumiu a presidência, o petista fez comentários polêmicos sobre o conflito, chegando a afirmar que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha responsabilidade semelhante à do líder russo, Vladimir Putin, pela guerra.
A postura do brasileiro passou a ser vista pelo governo ucraniano como pró-Rússia, causando desencontros com Zelensky. No último ano, por exemplo, o presidente da Ucrânia se recusou a conversar com o petista por telefone antes de uma viagem de Lula à Rússia.
Em meio às divergências, o governo ucraniano optou por não indicar um novo embaixador para o Brasil após a saída de Andrii Melnyk do posto. O diplomata deixou a chefia da representação ucraniana em meados de abril de 2025 para assumir um cargo na Organização das Nações Unidas (ONU).
Lula e Zelensky, contudo, tiveram encontros amistosos e discutiram a guerra em eventos internacionais como a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em setembro de 2025, e a cúpula do G7 em junho deste ano.







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