MPSP aponta tiros de armas não analisadas em ação da PM em Sorocaba

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Laudos revelam vestígios de disparos em revólveres de suspeitos de assalto em Sorocaba (Foto: Instagram)

Dois revólveres associados a suspeitos de roubo em Sorocaba apresentaram vestígios de disparos, conforme laudos mencionados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em documento apresentado na segunda-feira (05/10). No entanto, as armas não foram apresentadas aos peritos que inspecionaram o local onde o soldado Matheus Almeida Rodrigues foi morto a tiros em abril, quando três suspeitos também foram baleados e mortos.

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Uma linha de investigação considera a possibilidade de fogo amigo, mas a Promotoria busca responsabilizar o motoboy Vitor dos Santos Alencar Conceição — único sobrevivente do grupo que assaltou uma farmácia e não disparou.

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A ausência das armas no exame pericial foi registrada em laudo do Instituto de Criminalística, acessado pela coluna. Quando a equipe chegou ao local, os PMs já haviam se deslocado para o plantão policial. O documento aponta que “as armas relacionadas não foram apresentadas durante o exame”.

Os dois revólveres calibre .38 foram analisados posteriormente. Ambos estavam aptos a disparar e testaram positivo para resíduos de pólvora. Um dos exames foi realizado em 13 de abril, dois dias após o incidente.

Os laudos são usados pelo MPSP nas alegações finais para sustentar a hipótese de confronto. A Promotoria afirma que os revólveres indicavam sinais de disparos recentes, compatíveis com o uso durante a ocorrência.

A perícia no local encontrou pelo menos 76 estojos de munição, todos com a inscrição da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), sendo 66 de pistolas calibre .40, seis de fuzil 5,56 mm e quatro de espingarda calibre 12.

Outro laudo revelou que o projétil retirado da cabeça de Matheus era compatível com calibre .40 S&W, o mesmo utilizado pelas pistolas dos PMs. As armas atribuídas aos suspeitos eram revólveres calibre .38.

Nas alegações finais, o MPSP defende que Vitor dos Santos Alencar Conceição pode ser responsabilizado pela morte do soldado Matheus Almeida Rodrigues, mesmo que o tiro fatal não tenha partido dele ou de outro integrante do grupo.

A Promotoria sustenta que, mesmo que o disparo tenha sido feito por um policial militar, ainda seria possível atribuir a responsabilidade aos autores do roubo, considerando o risco criado pela ação criminosa.

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