
Deputado federal Nikolas Ferreira em entrevista. (Foto: Instagram)
O deputado federal mais votado da história do Brasil, Nikolas Ferreira (PL-MG), que obteve 3,1 milhões de votos no último domingo (4/10), busca mostrar sua influência não apenas na Câmara, mas também no Congresso. Durante uma entrevista nesta quarta-feira (7/10), ele afirmou que sua legenda deve ter como prioridade a presidência do Senado.
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O cargo de presidente do Senado, que também é o presidente do Congresso Nacional, permite ao ocupante pautar temas que Nikolas apoia, como a redução da maioridade penal e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
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"A pauta número um agora é realmente corrigir as injustiças, tanto em relação ao dia 8 de janeiro quanto na área de segurança pública. É a redução da maioridade penal: classificar as facções criminosas como terroristas", declarou o parlamentar.
Nikolas Ferreira destacou que, através do Senado, seria possível pautar o impeachment de Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Edson Fachin. "Acho que esses são os três alvos para darmos o primeiro passo de mudança no país e mostrar que ninguém está acima da lei", completou.
Sobre a presidência da Câmara dos Deputados, Nikolas acredita ser mais desafiador devido ao número de parlamentares, mesmo o PL sendo a maior legenda.
"Temos uma base muito grande para eleger um presidente que, se não for do nosso partido, seja um aliado, e priorizar a presidência do Congresso", observou.
Nikolas Ferreira obteve 3.119.318 votos, representando 24,7% dos eleitores de Minas Gerais. Ele, Lucas Pavanato (PL-SP) e Érika Hilton (PSol-SP) são os parlamentares mais votados para a Câmara dos Deputados este ano.
PL NÃO APOIA MOTTA
Na entrevista, Nikolas afirmou que o atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apoiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, por isso, não pode ser um aliado do PL na presidência da Casa.
"Agora temos outros nomes, que são realmente nossos aliados e que pautem o que é importante para o país. Muitas vezes, a Câmara é lenta para colocar questões importantes e rápida para pautar assuntos que não importam", destacou.
"Na Câmara, muitas vezes temos pautas como o Dia Nacional do Samurai. Nada contra o samurai, mas até ele não está querendo o dia dele agora. Temos outros nomes e vamos trabalhar para isso", finalizou.







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