
OMS mantém risco baixo de epidemia de peste na Rússia (Foto: Instagram)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta terça-feira (6/10) que o risco de uma epidemia de peste pneumônica na Rússia é considerado baixo após a morte de uma técnica de laboratório que trabalhava em um instituto de pesquisa na Sibéria. A OMS classificou o risco à saúde como “moderado a baixo” para a região de Irkutsk, “baixo” para o restante da Rússia e “muito baixo” para a Europa.
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Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, afirmou que todas as pessoas que tiveram contato com a paciente foram identificadas e estão sob monitoramento em busca de sintomas, mas até o momento ninguém apresentou qualquer sinal da doença.
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O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a organização está acompanhando a situação. De acordo com ele, as autoridades de saúde russas informaram que não há casos recentes de peste na província de Irkutsk.
“A OMS solicitou mais informações para esclarecer a causa da pneumonia grave, o patógeno que motivou as medidas de saúde pública e os relatos da mídia sobre um segundo funcionário com pneumonia de causa indeterminada. O compartilhamento de informações oportuno, completo e transparente sob o Regulamento Sanitário Internacional é essencial para esclarecer relatos conflitantes e permitir uma avaliação precisa dos riscos potenciais à saúde pública”, disse.
Segundo a mídia russa, 60 trabalhadores do laboratório estão isolados no instituto desde sexta-feira. Nesta terça, os Estados Unidos recomendaram que cidadãos americanos na Rússia deixem o país “imediatamente”. No comunicado, a Embaixada americana tratou o episódio como um caso suspeito e não afirmou que a morte tenha sido causada pela peste pneumônica.
O QUE SE SABE SOBRE O CASO
Uma pesquisadora de 28 anos morreu na última sexta-feira (2/10) após desenvolver uma pneumonia de causa ainda desconhecida em Irkutsk, na Sibéria, Rússia. Ela trabalhava em um instituto especializado no estudo e combate à peste, o que levantou suspeitas de possível contaminação pela bactéria Yersinia pestis, causadora da peste pneumônica.
As autoridades russas, no entanto, afirmam que não encontraram evidências de um acidente no laboratório ou de uma possível exposição da pesquisadora a material contaminado.
A peste pneumônica é uma forma grave de infecção pulmonar causada pela bactéria Yersinia pestis. Ela provoca pneumonia severa e pode ser fatal em poucos dias, sendo a única forma de peste que se transmite diretamente de pessoa para pessoa por meio de gotículas respiratórias.







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