
Oficina onde taxímetros adulterados eram instalados em táxis do Aeroporto do Galeão (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) realizou, nesta quinta-feira (8/10), uma operação contra um grupo suspeito de adulterar taxímetros para inflacionar as tarifas de corridas no Aeroporto Internacional do Galeão.
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A fraude era executada por meio de um dispositivo eletrônico oculto atrás de um botão no porta-malas, utilizado para aumentar o preço das corridas. As investigações descobriram cobranças abusivas, incluindo tarifas superiores a R$ 900 para a Zona Sul do Rio.
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A investigação começou após a denúncia de um passageiro abordado por alguém que se identificou como parte do serviço de táxi no aeroporto. Durante a corrida, ele notou um aumento abrupto no valor do taxímetro e, ao chegar ao destino, percebeu que pagou cerca de 50% a mais do que o normal.
Durante as investigações, o veículo foi encontrado pela PCERJ e analisado. O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) identificou uma pequena placa eletrônica conectada ao taxímetro, que multiplicava os pulsos do sensor do carro, aumentando a tarifa. O dispositivo, escondido atrás de um botão do porta-malas, podia ser ativado discretamente pelo motorista, acrescentando cerca de 20% ao valor da corrida.
A investigação revelou que o esquema não era isolado, mas parte de uma estrutura organizada. Documentos apreendidos mostraram que a instalação do dispositivo era exigida pela empresa de locação de táxis e realizada em uma oficina específica.
A PCERJ suspeita que a frota do grupo tenha cerca de 200 veículos. Existe a possibilidade de que o dispositivo já viesse instalado antes da entrega ao motorista, permitindo uma fraude contínua e discreta.
Investigadores descobriram a atuação de "jóqueis" no aeroporto, que abordavam passageiros, especialmente turistas, recebendo comissão para direcioná-los a veículos não autorizados.
As investigações indicam que a atuação dos "jóqueis" é coordenada por um membro do tráfico de drogas da comunidade do Barbante, na Ilha do Governador, próxima ao aeroporto.
A organização também tenta forçar taxistas autorizados a colaborarem com os captadores, mas até agora sem sucesso.
A OPERAÇÃO
Policiais civis das delegacias de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), Atendimento Policial do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Dairj) e Especial de Apoio ao Turismo (Deat) realizaram a operação nesta quinta-feira (8/10) contra o esquema.
Os alvos foram a sede operacional e o pátio de uma empresa de locação de táxis, uma pessoa jurídica associada e a oficina que instalava o dispositivo fraudulento.
As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços nos bairros do Rocha e Piedade, na Zona Norte do Rio, no Centro e no terminal aeroportuário.
As diligências contaram com o apoio da Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (Coant). Até o momento, várias pessoas foram levadas para prestar depoimento.







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