
Maricarmen Abascal em manifestação por moradia acessível em Madri (Foto: Instagram)
Faleceu aos 87 anos, nesta quarta-feira (7/10), a mulher que se tornou um ícone dos protestos na Espanha devido à crise habitacional. Maricarmen Abascal foi retirada de seu apartamento em uma maca após não conseguir arcar com o aluguel. O despejo da idosa serviu como catalisador para que milhares de pessoas saíssem às ruas, o que levou o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, a antecipar as eleições.
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A morte de Maricarmen foi confirmada pelo sindicato dos inquilinos de Madri. “Embora um acordo histórico tenha sido alcançado, que lhe permitiria retornar para casa, essa solução chegou tarde demais”, declarou a família em um comunicado, segundo informações do El País.
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Maricarmen foi despejada da casa onde viveu por cerca de 70 anos em 23 de setembro. O apartamento havia sido adquirido seis anos atrás por uma empresa que, nos últimos anos, vinha tentando removê-la. Recentemente, o aluguel foi aumentado em 275%.
O caso de Maricarmen impulsionou manifestações em todo o país, exigindo moradias mais acessíveis. A crise levou o primeiro-ministro a tentar aprovar um pacote emergencial para impedir despejos e conter aumentos abusivos de aluguéis. No entanto, sem apoio no Congresso, as medidas não foram aprovadas.
Na segunda-feira (5/10), Pedro Sánchez anunciou a antecipação das eleições para 29 de novembro. O pleito estava originalmente previsto para 2027.
“Há mais de três anos, os eleitores optaram novamente por um governo de coalizão progressista. Tivemos que enfrentar emergências sem precedentes, lidar com uma situação internacional muito desafiadora; trabalhamos com um Congresso bastante confrontador. Lutamos contra elites poderosas que não se candidatam, mas querem controlar o país. E enfrentamos a pior oposição da história, que bloqueia políticas benéficas e as sabota nas comunidades autônomas”, afirmou.







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