
Gastroenterologista alerta sobre riscos de uso excessivo de anti-inflamatórios ao mostrar modelo de estômago. (Foto: Instagram)
O estômago é um órgão bastante sensível a diversos estímulos, sejam eles físicos, químicos ou emocionais. Em relação ao uso de medicamentos, o gastroenterologista e endoscopista Eric Pereira faz um alerta crucial: o uso excessivo de anti-inflamatórios, especialmente sem orientação médica, pode levar a complicações como gastrite, úlceras e, em casos mais graves, hemorragias.
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Em uma entrevista, o especialista detalha por que a comunidade médica insiste nos cuidados com o uso indiscriminado desses medicamentos. Segundo ele, o mecanismo de ação dos remédios que combatem inflamação e dor também possui um potencial destrutivo para o estômago e intestino.
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“Com o uso excessivo, gastrite e úlceras podem surgir, gerando sintomas como dor abdominal, má digestão, náusea, vômito e perda de apetite”, afirma.
A duração do uso, a idade do paciente, doenças associadas e a presença da bactéria H. pylori tornam o cenário mais complicado. “Nesses casos, pode haver complicações como hemorragia e perfuração. Existem situações graves que necessitam de internação e colocam a vida da pessoa em risco”, alerta.
A primeira recomendação é que o uso desses medicamentos seja feito com orientação médica. “Outro ponto importante é evitar tomá-los com o estômago vazio e, se for necessário usá-los por mais de cinco dias, procurar um gastroenterologista”, aconselha Eric Pereira.
O médico também destaca a atenção necessária ao uso combinado com corticoides. “O uso concomitante pode intensificar os efeitos colaterais, sendo mais um ponto de atenção”, explica.
Além do sistema digestivo, o alerta se estende a pacientes com problemas renais. “Os medicamentos podem reduzir o fluxo sanguíneo nos rins e até levar à necessidade de hemodiálise. Fique atento ao tomar anti-inflamatórios. Eles são eficazes até certo ponto e sob supervisão médica. Evite a automedicação”, conclui.







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