
Sargento Hebert Póvoa empunha fuzil em cerimônia da PM goiana (Foto: Instagram)
Após a Justiça de Goiás decidir pela soltura do sargento Hebert Póvoa em agosto deste ano, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) reverteu a decisão e restabeleceu a prisão preventiva do policial militar. Segundo as investigações, Póvoa e sua esposa, a advogada Tatiane Meireles, lideravam um grupo suspeito de torturar e agredir vítimas com cassetetes e tacos de beisebol. O militar, natural de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal, está atualmente foragido.
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A soltura do sargento havia sido determinada após sua defesa conseguir um habeas corpus, com o alvará de soltura expedido em 11 de agosto. No entanto, no dia seguinte, o desembargador Itaney Francisco Campos solicitou a revisão do caso. Desta forma, a liberação do policial ficou condicionada à conclusão da análise e publicação do acórdão.
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Agora, em decisão publicada nesta quarta-feira (7/10), o TJGO aceitou os embargos de declaração do Ministério Público de Goiás e negou o habeas corpus anteriormente concedido. Com isso, a prisão preventiva de Hebert Póvoa foi restabelecida, visando garantir a ordem pública.
“Como resultado, nego o habeas corpus e restabeleço a prisão preventiva de Herbert Francisco Póvoa”, afirma um trecho da decisão. O tribunal também ordenou a emissão de um novo mandado de prisão e a comunicação urgente à Justiça responsável pelo caso.
INVESTIGAÇÃO
Hebert Póvoa e sua esposa, Tatiane Meireles, foram detidos em novembro de 2025, durante uma investigação sobre crimes de agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão.
Em março deste ano, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu a inscrição profissional de Tatiane Meireles. Atualmente, no entanto, a inscrição está regular no cadastro da entidade.
Em abril de 2026, um mês após a suspensão da inscrição da advogada, outros dois investigados ligados ao grupo foram presos pela Polícia Civil de Goiás.
De acordo com as investigações, o grupo torturava e agredia vítimas com cassetetes e tacos de beisebol durante as cobranças de dívidas.
A coluna Na Mira está tentando entrar em contato com as defesas dos envolvidos. O espaço permanece aberto para manifestações.
“VAI GRITAR IGUAL PUTINHA”
A coluna teve acesso a imagens de algumas ameaças. Em uma delas, é possível ver uma das vítimas suplicando para não ser agredida e morrer.
Além do homem que implorou para viver, outras pessoas foram vítimas da organização criminosa. Outro vídeo mostra o homem sendo espancado com um pedaço de madeira: “Você não tem o costume de não pagar? Essa é a postura que a gente espera de um homem? Você acha que o meu dinheiro vem como?”.
As imagens são angustiantes. O homem se levanta e outro criminoso fala: “Senta”. Quando ele já está sentado, o criminoso aponta a arma para a vítima e diz: “O primeiro [tiro] vai ser no joelho. Você vai gritar igual putinha. Vai cagar, vai mijar”.
PRISÃO DA ADVOGADA E DO POLICIAL MILITAR
O casal Tatiane Meireles e Hebert Póvoa foi preso em novembro do ano passado pela 5ª Delegacia Regional de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal. Além deles, outros quatro policiais militares de Luziânia foram capturados.
Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava como uma organização criminosa estruturada em um esquema de agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão. Na época, os agentes recolheram diversas armas e cerca de R$ 10 mil em espécie.







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