
Ana Elisa (PT-MG) registra queixa na Polícia Federal em BH após onda de ameaças (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) procurou a Polícia Federal (PF) em Minas Gerais na tarde desta sexta-feira (9/10) para relatar uma série de ameaças recebidas pelas redes sociais. De acordo com a petista, os ataques incluem mensagens racistas, misóginas, além de ameaças de morte e estupro, que se intensificaram nos últimos dias devido à disputa política nas redes.
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Ao falar com a imprensa em frente à sede da PF em Belo Horizonte, Ana Elisa confirmou que a corporação iniciou uma investigação sobre os perfis responsáveis pelos ataques. A deputada eleita estava acompanhada do deputado federal Rogério Correia (PT-MG).
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“Desde domingo estou sofrendo ataques coordenados com ameaças racistas, misóginas, de morte e de estupro”, relatou.
Ela mencionou que a situação piorou enquanto estava em Brasília, participando das articulações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno.
Questionada sobre a possibilidade de receber escolta, Ana Elisa afirmou que a Polícia Federal estava tomando as providências necessárias, mas não confirmou se uma proteção específica seria disponibilizada.
A nova onda de ataques surgiu após uma troca de acusações entre Ana Elisa e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Na quinta-feira (8/10), o parlamentar divulgou uma imagem atribuída à petista, supostamente de 2022, na qual ela pediria ao presidente Lula o fechamento de igrejas.
Nikolas compartilhou o conteúdo no X, afirmando que já havia conseguido mudar votos com a publicação.
Ana Elisa negou ter escrito a mensagem e classificou a imagem como uma montagem. Ela anunciou que pretende acionar a Justiça Eleitoral e o Ministério Público para solicitar uma perícia sobre o material e medidas contra o deputado.
A petista também acusou Nikolas e outras pessoas que compartilharam o conteúdo de amplificarem a circulação do que considera uma informação falsa. Ana Elisa afirma ter percebido um aumento dos ataques após a repercussão do episódio.
Na sexta-feira, a deputada eleita também se desculpou por outras publicações antigas que foram criticadas por intolerância religiosa. Sua equipe afirmou que parte dos conteúdos foi publicada quando Ana Elisa tinha 17 anos.
A parlamentar disse que assume o que escreveu, pediu desculpas a quem se sentiu ofendido e reiterou seu apoio à liberdade religiosa.
Na manhã desta sexta-feira, Ana Elisa informou que sua equipe desativou temporariamente sua conta no X devido ao volume de ameaças. Segundo a parlamentar, as mensagens chegavam a cada dois minutos.
Ela afirmou que a decisão foi tomada para preservar sua segurança e negou que isso signifique abandonar a atuação política nas redes. Ana Elisa destacou que continua participando da campanha de Lula e que o episódio não deverá interromper seu trabalho na mobilização digital para o segundo turno.
“Enquanto pessoas negras, estamos sofrendo todo tipo de ataque a todo momento”, afirmou durante a coletiva. Para a deputada eleita, a resistência precisa ocorrer em diferentes espaços, do ambiente de trabalho às redes sociais e à política institucional.
O caso atual se soma a uma denúncia anterior. Em setembro, durante a campanha eleitoral, Ana Elisa relatou ter recebido por e-mail mensagens racistas, ameaças de morte e de estupro, além de referências a familiares. Na ocasião, a ocorrência foi registrada, e a Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta semana que a investigação continua em andamento.
Durante a coletiva, Rogério Correia também comentou sobre ameaças que, segundo ele, foram identificadas em páginas e grupos relacionados à mobilização política. O deputado afirmou que o material foi encaminhado à Polícia Civil, que teria aberto inquérito.
“Essas mensagens ameaçavam atropelamentos, tiroteios, incêndios na faculdade de Direito, todo tipo de absurdo que você imaginar”, afirmou o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), ao descrever o conteúdo das ameaças encaminhadas à Polícia Civil.
O parlamentar afirmou esperar que a manifestação prevista para a tarde desta sexta-feira, na região central de Belo Horizonte, ocorra pacificamente.







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