Crianças de Uganda Pedem Desculpas por Vídeo Ligado a Flávio Bolsonaro

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Hypers Kids Africa pede desculpas ao Brasil após vinculação a token político (Foto: Instagram)

O grupo de dança ugandense Hypers Kids Africa, através de seu perfil no Instagram Hypers Born Talented, publicou um vídeo nesta sexta-feira (9/10) pedindo "desculpas ao Brasil". Isso ocorreu após a repercussão de vídeos nos quais os integrantes promoviam uma plataforma que oferecia criptomoedas em troca de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

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Com um público de mais de 12 milhões de seguidores, o perfil documenta o dia a dia das crianças do grupo. Os responsáveis pela conta decidiram participar da iniciativa da plataforma Brasil 22 Token, que prometia angariar fundos para a construção de uma casa.

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Nos vídeos polêmicos, as crianças promoviam a plataforma, que oferecia tokens para quem compartilhasse a mensagem “B22” e outros conteúdos associados à campanha do senador. Conforme o site, esses ativos digitais poderiam ser convertidos em dinheiro.

“Fizemos este vídeo para pedir desculpas a todos no Brasil”, diz a publicação, mostrando as crianças segurando um cartaz com a mensagem de desculpas. “Ninguém nos pagou para fazer esse vídeo; a razão foi para promover nosso token e finalizar nossa casa”, explicaram.

“Não estamos na política, por isso excluímos o vídeo e viemos nos desculpar. Ninguém nos pagou e não desejamos envolvimento com políticos; por isso, apagamos os vídeos. Desculpe, Brasil; amamos vocês”, completaram.

A campanha Brasil 22 descreve a iniciativa como “um movimento que une apoio ao voto 22 e a proposta de ajudar as HypersKids a concluir sua casa em Kampala”. A plataforma de criptomoedas distribuía tokens a usuários que compartilhassem a mensagem B22 e outros conteúdos de apoio à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Em uma nota enviada na quinta-feira (8/10), a equipe jurídica da campanha do filho do ex-presidente declarou que tomará medidas judiciais contra a publicação “nas esferas eleitorais, cíveis e criminais”, além de denunciar para retirar o site do ar.

“A campanha desconhece a autoria do site mencionado e não tem qualquer relação com seu conteúdo ou com a venda de criptomoedas”, afirma a equipe de Flávio. “Não existem perfis contratados pela campanha de Flávio Bolsonaro para fazer propaganda, seja de produto ou conteúdo. Todas as nossas páginas e canais oficiais foram informados ao TSE e seguem as regras eleitorais”, diz o comunicado.

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