TSE suspende site que oferecia criptomoeda por apoio a Flávio Bolsonaro

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Senador Flávio Bolsonaro durante evento político. (Foto: Instagram)

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ordenou a suspensão do site "brasil22token.com" na sexta-feira (9/10). O portal era conhecido por distribuir criptomoedas em troca de apoio político ao senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

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A decisão foi tomada após uma representação da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pediu à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para investigar o caso. A ministra também determinou que os responsáveis pelo site parem imediatamente a distribuição de tokens ou qualquer vantagem econômica ligada ao projeto Brasil 22 Token ou à candidatura de Flávio.

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No pedido ao Ministério Público Eleitoral, a coligação de Lula levantou suspeitas de propaganda eleitoral paga e solicitou investigação sobre possível compra de votos. O site do projeto prometia entregar 30 mil tokens a cada uma das primeiras mil pessoas que publicassem conteúdo de divulgação nas redes sociais.

Conforme informações da coligação, o grupo de dança infantil de Uganda, HypersKids, recebeu 120 milhões de tokens na quarta-feira (7/10). Pouco depois, o perfil do grupo no Instagram, com 12,9 milhões de seguidores, publicou um vídeo de crianças vestindo camisetas da marca B22, pedindo votos para o número 22, de Flávio.

A legenda do vídeo mencionava: "Recebemos 120 milhões de tokens $B22 por meio desta parceria! Um movimento que apoia a HypersKids e acredita em um Brasil melhor". A publicação também citava Flávio, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o coach Pablo Marçal (PRTB).

Na cotação de quinta-feira, os 120 milhões de tokens transferidos ao grupo equivaleram a cerca de R$ 104,5 mil. O documento da coligação destacou que o ativo movimentou aproximadamente R$ 1,06 milhão em 24 horas.

O site alegava que a distribuição dos ativos era "independente de voto, preferência eleitoral ou divulgação de propaganda eleitoral". No entanto, a coligação argumenta que as mensagens divulgadas pelos organizadores em outros canais associavam as recompensas ao incentivo ao voto em Flávio.

A coligação solicitou que a PGE preserve registros de perfis no Instagram e no X, de um grupo no Telegram e da conta na Binance de onde partiram os recursos para a criação do token. Também foi requisitada a abertura de uma investigação criminal.

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