
Mulher refletindo sobre a relação entre alimentação e saúde mental (Foto: Instagram)
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, aproximadamente 10% dos adultos brasileiros, o que representa mais de 16 milhões de pessoas, já foram diagnosticados com depressão. As mulheres são mais frequentemente afetadas do que os homens. O tratamento normalmente envolve psicoterapia, acompanhamento médico e, em muitos casos, o uso de medicamentos.
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A ciência tem indicado que a alimentação também desempenha um papel significativo nesse cenário. No Dia da Saúde Mental, comemorado neste sábado (10/10), destacamos como alimentos como ovos, azeite e castanhas podem contribuir para a melhora do quadro.
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Existe uma comunicação contínua entre o intestino e o cérebro, conhecida como eixo intestino-cérebro. As bactérias intestinais produzem substâncias que podem influenciar a inflamação, o sistema imunológico e até neurotransmissores relacionados ao humor.
Considere o intestino como um jardim: quando é alimentado com fibras, variedade de vegetais e alimentos naturais, ele prospera. No entanto, uma dieta rica em açúcar e ultraprocessados pode causar um desequilíbrio que afeta o cérebro.
Um estudo australiano acompanhou adultos com depressão moderada a grave, que continuaram com o tratamento padrão. Parte deles foi orientada a adotar uma dieta mediterrânea. Após 12 semanas, cerca de um terço desse grupo apresentou remissão dos sintomas, comparado a 8% do grupo que recebeu apenas apoio social.
O estudo foi pequeno, com poucos participantes, e ainda precisa ser confirmado por pesquisas maiores. No entanto, ele sugere que melhorar a alimentação pode ser um complemento valioso ao tratamento.
Então, o que incluir na dieta?
- Peixes como sardinha, salmão e atum, ricos em ômega-3;
- Feijão, lentilha e grão-de-bico, fontes de fibras e vitaminas do complexo B;
- Verduras de folhas escuras, que fornecem folato;
- Frutas diversas e coloridas;
- Castanhas, nozes e sementes;
- Azeite de oliva;
- Iogurte natural e outros fermentados, que beneficiam a microbiota;
- Ovos e carnes magras, que oferecem vitamina B12 e ferro.
O que requer atenção
Dietas ricas em ultraprocessados, como salgadinhos, refrigerantes, biscoitos recheados e embutidos, estão associadas a um maior risco de sintomas depressivos. O consumo de álcool também é preocupante, pois pode inicialmente parecer relaxante, mas tende a piorar o sono, o humor e interferir nos medicamentos.
Outro ponto crucial é a deficiência de nutrientes. A falta de vitamina D, B12, ferro e folato pode causar cansaço e desânimo que se assemelham à depressão ou agravam a condição. Exames de rotina são importantes para investigação.
Quando a alimentação se torna um desafio
A depressão pode desregular a relação com a comida. Algumas pessoas perdem o apetite, enquanto outras buscam doces e carboidratos como conforto. Nos dias difíceis, o objetivo não é a perfeição. Um prato simples, como arroz, feijão, ovo e uma salada, já representa um cuidado. Comer em companhia também pode ajudar.
A alimentação é uma aliada, não uma substituta
Nenhum alimento cura a depressão. É uma condição séria que requer acompanhamento profissional. A alimentação deve ser vista como uma aliada, juntamente com sono adequado, atividade física, terapia, laços afetivos e, se necessário, medicamentos. Consulte sempre seu médico.







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