Influenciadora Paula Simões Assisi é presa por ligação com máfia italiana

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Paula Simões Assisi em registro social com taça de espumante (Foto: Instagram)

A influenciadora digital Paula Simões Assisi, de 34 anos, foi detida sob a suspeita de fazer parte de um esquema de tráfico internacional de cocaína associado à máfia italiana ’Ndrangheta.

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A prisão ocorreu no dia 17 de setembro, durante a Operação Eredità, realizada pela Polícia Federal em conjunto com autoridades italianas.

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Conforme reportagem do Fantástico, da TV Globo, exibida no domingo (11/10), Paula teria assumido parte das operações após a prisão do marido, Patrick Assisi, em 2019.

Ela teria colaborado com o advogado Patrick Raasch Cardoso na organização de envios de cocaína para a Europa.

O marido de Paula e seu sogro, Nicola Assisi, foram presos em 2019 e são considerados pelas autoridades como membros da ’Ndrangheta. De acordo com o Fantástico, pessoas próximas aos dois mantiveram o esquema após as prisões.

A droga era principalmente enviada à Europa pelo Porto de Paranaguá, no Paraná.

OPERAÇÃO EREDITÀ
O Ministério Público Federal (MPF) confirmou que a investigação revelou a continuidade do envio de cocaína do Brasil para a Europa mesmo após a prisão dos membros da máfia em 2019.

Segundo o MPF, parentes do grupo criminoso continuaram as atividades, mantendo uma estrutura para movimentar e ocultar recursos do tráfico internacional.

A Operação Eredità cumpriu sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, além de medidas para bloquear bens e valores.

A Polícia Federal relaciona a organização a pelo menos 11 apreensões de cocaína, totalizando mais de 4,6 toneladas.

O MPF também informou que a organização chegou a manter cerca de 2,2 toneladas de cocaína armazenadas no Brasil para exportação.

As investigações são fruto de cooperação entre autoridades brasileiras e italianas, incluindo a Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorismo da Itália.

A defesa de Paula declarou ao Fantástico que ela nega as acusações e destacou que nenhuma droga foi apreendida com a influenciadora.

A defesa de Patrick Cardoso afirma que ele agiu dentro dos limites da advocacia e solicitou a revogação da prisão preventiva.

Os investigados podem responder, conforme seus papéis, por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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