Menina de 10 anos é resgatada após 18 dias sequestrada pelo pai em São Paulo

Publicado por

–


Homem é detido pela PM após sequestrar a filha de 10 anos em Barueri (Foto: Instagram)

Uma menina de 10 anos foi sequestrada pelo próprio pai em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, no dia 20 de setembro. Ela foi localizada 18 dias depois, na última terça-feira (7/10), na Praia Grande, litoral paulista. Durante esse período, a criança ficou sem alimentação e dormiu nas ruas até ser resgatada pela Polícia Militar. O homem foi preso.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

A mãe da menina relatou que passou os 18 dias "desesperada". Ela acionou a Polícia Militar e a Justiça, que emitiu um mandado de prisão contra Wellington Ferreira da Silva, o pai da criança, e concedeu à mãe a guarda total da filha.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Apenas no 12º dia, a mãe teve notícias da filha. O pai usou o celular da menina para enviar mensagens pedindo dinheiro. "Ele estava vivendo na rua e mandava fotos dela na chuva, deitada na calçada, dormindo na rua, e dizia: 'me manda dinheiro, porque meu dinheiro acabou'", contou.

A menina revelou à mãe que o pai consumia drogas e bebidas alcoólicas na sua presença, mas não lhe dava comida. "Ela dizia 'pai, minha barriga está doendo de fome' e ele mandava ela pedir comida nas lanchonetes, restaurantes, na rua", relatou a mãe.

Durante o sequestro, pai e filha caminharam por longas distâncias. Após o resgate, a menina precisou de atendimento médico para tratar uma ferida no pé, segundo a mãe.

Os dois chegaram a passar por Curitiba, no Paraná, mas retornaram a São Paulo. O homem recebeu ajuda de uma cunhada, com quem se encontrou nesse período de 18 dias, e de quem recebeu R$ 2 mil.

Wellington possui um histórico grave de violência. Em um relacionamento anterior, ainda menor de idade, ele atirou na então companheira, deixando-a paraplégica.

O relacionamento com a mãe da menina durou 11 anos. Nos últimos seis, Wellington começou a usar drogas e se tornou violento, agredindo-a frequentemente. Em um episódio, ele chegou a quebrar a mandíbula dela.

Quatro meses antes do sequestro, eles terminaram o relacionamento. A mulher pediu uma medida protetiva para ela e a filha, mas apenas a dela foi concedida.

Segundo a mãe, após a separação, Wellington nunca procurou pela filha, mas sempre enviava mensagens ameaçando de morte, dizendo que mataria a menina para atingi-la.

Em 19 de setembro, mãe e filha estavam na rua quando Wellington se aproximou e mostrou um revólver, exigindo que as duas o acompanhassem. “Minha filha disse: ‘mãe, vamos com meu pai, porque senão ele vai te machucar’”, lembrou a mulher.

Ele solicitou um carro por aplicativo e os três foram para um hotel em Barueri. Segundo a mãe, tudo parecia "combinado". O recepcionista não pediu documentos e permitiu que elas fossem para um quarto com o suspeito, mesmo com a mãe dizendo que estava ali contra a vontade.

No quarto, a mãe alertou a filha para não consumir nada dado pelo pai, pois ele já a havia dopado antes. Com fome, a menina aceitou um salgadinho, que ambas comeram. Logo depois, elas ficaram inconscientes.

A mulher acordou sendo agredida por Wellington. “Acordei com ele em cima de mim, me estrangulando, com o dedo no meu olho. Depois, com o travesseiro na minha cara. Aí, eu desmaiava e ele me acordava com um balde de água. E aí depois eu já não lembro de nada. Acordei 4h30 e pedi socorro. Minha filha já não estava mais lá, e ele não estava mais lá”, relatou.

O suspeito levou o celular e outros pertences da mulher. Mais tarde, ela descobriu que ele vendeu o aparelho dele e o dela, usando o da criança para se comunicar. “Ele ligava e desligava, sabe? Para não podermos rastrear. Ele jogou o chip fora e ficava só falando em Wi-Fi”, detalhou.

A mãe e a filha estão em acompanhamento psicológico. “Ela está com traumas que precisará tratar”, disse sobre a filha.

A mãe espera que Wellington passe “um bom tempo” preso. “Que não saia de lá nunca mais. Porque, quando ele sair, ele vai vir atrás de mim”, afirmou.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como sequestro e cárcere privado, e o homem está à disposição da Justiça.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *