
Lula acena para apoiadores durante ato político (Foto: Instagram)
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está prestes a decidir se o canal de WhatsApp "Exército do Lula" continuará ativo. No último domingo (11/10), Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Corte, restabeleceu temporariamente o canal, após sua suspensão ter sido determinada por Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
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Cueva solicitou que sua decisão fosse imediatamente levada ao plenário na primeira sessão virtual disponível, pedindo uma análise urgente, "preferencialmente em até 24 horas". Para o ministro, as provas apresentadas na investigação não são suficientes para justificar a suspensão total do canal.
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A inclusão do caso na pauta ainda precisa ser confirmada pelo presidente da Corte. No plenário, os ministros não só decidirão sobre a continuidade do canal, mas também discutirão a sobreposição de pedidos feitos a diferentes órgãos do TSE.
O PLENÁRIO TERÁ DE ANALISAR
- se havia provas suficientes para suspender todo o canal;
- os limites da atuação administrativa da Presidência do TSE;
- como tratar pedidos cautelares iguais apresentados por vias diferentes;
- os deveres de boa-fé, lealdade e cooperação processual.
OS 41 MINUTOS
A disputa teve início antes da suspensão. A ação de investigação judicial eleitoral (Aije) de Flávio contra Janones, Lula e Geraldo Alckmin foi enviada à Corregedoria em 7 de outubro, já com o pedido de retirada integral do canal do ar.
No sábado (10/10), às 15h43, Cueva determinou que a campanha deveria primeiro organizar as provas e informar se havia apresentado pedidos semelhantes em outros processos. Às 16h24, apenas 41 minutos depois, a campanha de Flávio acionou a Presidência do TSE por uma via administrativa e voltou a pedir a suspensão do canal.
Nunes Marques acatou a solicitação no domingo, sem esperar a análise do corregedor na Aije, e deu três horas para a Meta retirar o "Exército do Lula" do ar. Cueva reagiu, afirmando que a sequência dos atos gerava "preocupação quanto à preservação da competência jurisdicional previamente estabelecida".
Ele também alertou que vias processuais diferentes não devem se transformar em um mecanismo de "escolha sucessiva do órgão julgador". Para o corregedor, naquele momento, não havia provas suficientes para justificar a suspensão total do canal. Cueva permitiu que o "Exército do Lula" voltasse a receber mensagens e novos seguidores, mas proibiu a reprodução de conteúdos cuja ilicitude já tenha sido reconhecida pelo TSE.
OUTRA “GUERRA DE OFÍCIOS”
O embate ocorreu um mês após outra disputa entre ministros do Judiciário influenciar a campanha. Em setembro, uma série de ofícios expôs o confronto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as investigações do Banco Master. Moraes acusou Mendonça de omitir documentos, enquanto Mendonça rebateu as acusações, e outros ministros passaram a questionar a condução dos processos.
O conflito no STF virou tema para candidatos à Presidência e levou integrantes da campanha de Lula a defender que o petista se afastasse da imagem de Moraes.







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