Hospital da UFJF realiza estudo com tênis de mesa para pacientes com Parkinson

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Fisioterapeuta orienta paciente com Parkinson em treino de tênis de mesa no Hospital Universitário da UFJF. (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – O Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), localizado na Zona da Mata mineira, está em busca de 40 pessoas diagnosticadas com Parkinson para um estudo clínico. O objetivo é avaliar os efeitos do tênis de mesa combinado com fisioterapia na melhoria de condições específicas desses pacientes.

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Intitulado "Movimento que transforma", o projeto busca entender se o esporte pode melhorar o equilíbrio, a mobilidade, a cognição e a funcionalidade dos participantes. O neurologista e professor da UFJF, Thiago Vale, que coordena a pesquisa, explica que o Parkinson é uma doença neurodegenerativa crônica e progressiva que afeta diversas funções motoras.

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Para participar, é necessário ter diagnóstico de Parkinson, estar em tratamento com levodopa e manter a pressão arterial controlada durante os exercícios. Os interessados devem preencher um formulário eletrônico de inscrição. Não há prazo limite para cadastro, e a equipe do hospital fará a triagem dos candidatos após a inscrição.

A fisioterapeuta e pós-doutoranda Maria Priscila Wermelinger Ávila explica que o estudo surgiu de uma iniciativa de estudantes de medicina, com a colaboração do neurologista Thiago Vale. Ela se juntou ao projeto para orientar a equipe e desenvolver sua pesquisa de pós-doutorado voltada para o envelhecimento e doenças neurodegenerativas.

"Há muitos estudos indicando a importância dos exercícios. Esportes de raquete trabalham reflexo e tempo de reação. Queremos saber se o tênis de mesa pode aumentar a adesão dos pacientes ao tratamento, associando-o à fisioterapia convencional", diz a pesquisadora.

COMO FUNCIONA O ESTUDO?
Os 40 participantes serão divididos em dois grupos. Todos realizarão sessões de fisioterapia duas vezes por semana, mas metade também participará de treinos de tênis de mesa uma vez por semana, durante uma hora, por quatro meses.

A ideia é comparar os resultados dos dois grupos para verificar se a inclusão do esporte pode trazer benefícios adicionais ao tratamento.

Priscila Ávila explica que os exercícios serão supervisionados e adaptados às necessidades de cada participante. Segundo ela, o tênis de mesa estimula habilidades importantes para o dia a dia, como equilíbrio, coordenação entre olhos e mãos, agilidade, atenção, velocidade de reação e planejamento dos movimentos.

"Além disso, é uma atividade dinâmica e social, o que pode aumentar a motivação e a adesão ao tratamento", afirma Priscila.

RESULTADOS INICIAIS E NOVAS VAGAS
A pesquisa está em andamento há cerca de um ano. Segundo Maria Priscila, 13 pacientes já concluíram a participação e outros seis estão atualmente no estudo. A equipe relata percepções positivas, embora os resultados ainda sejam preliminares.

"Os pacientes estão demonstrando interesse e mostrando bons resultados. Nesse primeiro momento, estamos percebendo evoluções que os próprios pacientes trazem da assistência duas vezes por semana. Eles relatam menos quedas, e a própria mobilidade e coordenação motora têm melhorado", diz.

A pesquisadora ressalta que o interesse dos participantes também pode estar relacionado ao prazer proporcionado pela atividade.

A equipe pretende ampliar o recrutamento e estima que o estudo ainda demande cerca de dois anos de trabalho. A previsão é abrir novas vagas em fevereiro, mas não há vagas disponíveis neste momento. Quem fizer inscrição será avaliado para participar das novas turmas que serão formadas.

QUEM PODE PARTICIPAR?
Podem se candidatar pessoas com diagnóstico de Parkinson que estejam em tratamento com levodopa, tenham pressão arterial controlada durante os treinamentos e, caso apresentem outras doenças, estejam com essas condições leves e controladas.

Os interessados podem entrar em contato com o Hospital Universitário da UFJF pelo WhatsApp (32) 4009-5322 para obter informações sobre o recrutamento e a abertura de novas vagas.

O projeto é conduzido por uma equipe multidisciplinar, com participação de profissionais de fisioterapia, neurologia e estudantes de medicina da universidade.

As inscrições também podem ser feitas por meio deste link do formulário.

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