Cleitinho e Simões trocam acusações sobre transição em Minas Gerais

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Mateus Simões e Cleitinho Azevedo em embate sobre as finanças de Minas Gerais (Foto: Instagram)

Belo Horizonte — A transição de governo em Minas Gerais entre Mateus Simões (PSD) e Cleitinho Azevedo (Republicanos) começou com tensões, marcada por desconfianças sobre as finanças do estado e acusações públicas.

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O conflito surgiu em torno do pagamento dos servidores e do déficit fiscal previsto para 2027. Cleitinho pediu que Simões não tome medidas prejudiciais, alertando que o povo mineiro seria o mais afetado.

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Em pronunciamento no Senado na quinta-feira (15/10), Cleitinho exigiu transparência de Simões, afirmando que ações para dificultar o próximo governo prejudicariam a população de Minas Gerais. Ele também expressou preocupações sobre a possível falta de recursos no início de 2027 e chegou a passar mal após suas declarações.

Cleitinho anunciou auditorias e revisões de contratos em órgãos estaduais, como a Cemig, mencionando também um caso de corrupção no DER-MG, prometendo verificar a legalidade dos contratos do estado.

SIMÕES REBATE
Simões respondeu que todas as obras e empresas estaduais são auditadas e que a transição segue as normas legais, com reuniões transmitidas online. Ele defendeu que as despesas com pessoal foram reduzidas de 66,65% da Receita Corrente Líquida em 2018 para 48,80% atualmente, devido a medidas de contenção.

Sobre o déficit de 2027, Simões afirmou que é apenas uma estimativa, citando 2025 como exemplo, quando o estado terminou com superávit apesar da previsão de déficit. A gestão atual afirma que caberá ao próximo governo fazer os ajustes necessários.

A CRISE
O pagamento dos servidores foi um ponto de tensão. Simões garantiu que o salário de dezembro será pago até 6 de janeiro, data da posse de Cleitinho, e que o 13º salário será quitado em 2026. Simões acusou Cleitinho de "jogar para a plateia" e propôs reuniões públicas e televisionadas.

A disputa revela divergências sobre a situação financeira que Cleitinho herdará. Enquanto ele atribui à gestão atual a responsabilidade por eventuais problemas de caixa, Simões assegura que entregará as contas organizadas, cabendo ao sucessor ajustar o orçamento de 2027.

As próximas reuniões de transição mostrarão os recursos disponíveis, despesas comprometidas e a margem para Cleitinho cumprir promessas como a redução do IPVA e aumento de repasses aos municípios.

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