
Herica Elaine Silva retorna ao lar após dois anos de internação (Foto: Instagram)
Herica Elaine Silva, de 33 anos, residente em Coronel Xavier Chaves, na Região do Campo das Vertentes, retornou ao lar após dois anos de internação hospitalar. A mineira, que enfrentava problemas de saúde, dependia de um medicamento cardíaco. A mudança em sua situação ocorreu com a introdução de um novo remédio. "Eu estava à beira da morte, sem esperança. Sentia falta de ar e desmaiava", relata. Herica teve alta na sexta-feira (9/10).
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Em 2020, Herica foi diagnosticada com hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAP) e iniciou tratamento no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG). O tratamento apresentou bons resultados inicialmente, mas em 2024, após contrair dengue, sua saúde piorou drasticamente.
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Herica conta que a dengue a deixou completamente descompensada. "Depois disso, não conseguia realizar tarefas básicas, como tomar banho sozinha ou pentear o cabelo", diz. Em setembro do mesmo ano, durante uma consulta, os médicos perceberam a gravidade da situação e decidiram interná-la. A HAP estava descompensada, e ela também apresentava insuficiência cardíaca no ventrículo direito, decorrente da doença.
A internação trouxe a notícia de que um transplante era necessário e seria realizado em São Paulo. No entanto, exames revelaram um alto risco de rejeição, o que impossibilitou o procedimento. Mesmo após tratamento para reverter essa situação, ela foi retirada da lista de transplante. Herica temia passar o resto da vida no hospital, dependente da dobutamina, um medicamento de suporte cardíaco.
Um novo tratamento trouxe esperança. O médico Ricardo de Amorim Corrêa apresentou a Herica um novo medicamento para HAP, ainda não aprovado no Brasil. "Ele disse que o remédio chegaria e eu melhoraria. Durante a espera, tive várias complicações graves", afirma ela. Dr. Ricardo acreditava na eficácia do medicamento e assegurou que ela veria melhorias.
No ano passado, Herica entrou com um processo para acessar o novo medicamento, que chegou este ano, quando sua saúde continuava a piorar e a necessidade de dobutamina aumentava. "Ele chegou no momento certo, pois meu estado só piorava", revela.
Dr. Ricardo explica que Herica recebeu doses subcutâneas a cada três semanas, o que permitiu a suspensão da dobutamina. "Com isso, ela pôde finalmente deixar o hospital", explica. O medicamento Sotatercepte, usado por Herica, atua em novas moléculas alvo do tratamento, resultando em melhora clínica e possibilitando a alta hospitalar.
Herica finalmente voltou para casa, ao encontro do filho Bryan, de 12 anos, que sentia muito a falta da mãe. Agora, ela está grata pelo tratamento recebido e por ter uma nova vida. "Agora, o choro é de felicidade", desabafa. Apesar da alta, ela continua a ser monitorada e seguirá tomando medicamentos, com consultas a cada três meses. As aplicações do medicamento continuarão a cada 21 dias.







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