Justiça mantém prisão de Márcio Canella e outros investigados na Operação Unha e Carne

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Márcio Canella e Marcus Amim têm prisão mantida em nova fase da Operação Unha e Carne (Foto: Instagram)

A Justiça Federal decidiu manter nesta sexta-feira (16/10) a prisão de Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), além do delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ). Esta decisão ocorreu após a realização de uma audiência de custódia.

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Os dois foram detidos na quinta-feira (15/10) durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal (PF), que investiga uma rede de proteção policial, blindagem institucional e vazamento de informações para beneficiar um grupo que utiliza postos de combustíveis para lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro.

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Também foram presos os inspetores Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. A Justiça decidiu manter todos eles sob custódia.

A operação, iniciada em dezembro de 2025, visa investigar um suposto esquema de vazamento de informações confidenciais sobre ações policiais para o Comando Vermelho (CV), que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Com o avanço das investigações, a PF começou a apurar uma possível rede de proteção ao crime organizado, envolvendo agentes públicos, parlamentares, membros do Judiciário e operadores financeiros.

Na oitava fase da Operação Unha e Carne, realizada na quinta-feira, foram executados seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão em sete municípios do Rio de Janeiro.

A ação também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades de 112 empresas ligadas ao esquema de lavagem de dinheiro. De acordo com a PF, 96 dessas empresas são postos de combustíveis usados para disfarçar e legalizar recursos de origem criminosa.

As prisões foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Canella já havia sido preso em julho deste ano, durante a sexta fase da operação, quando um fuzil irregular foi encontrado em sua posse. Ele foi o segundo deputado estadual mais votado no Rio de Janeiro, com 197.178 votos.

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