
Flávio Bolsonaro evita comentar investigação de Kassio Nunes Marques (Foto: Instagram)
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, evitou comentar se o ministro Kassio Nunes Marques, do STF, deveria ser investigado por suspeitas ligadas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Durante uma entrevista na TV Globo nesta sexta-feira (16/10), Flávio defendeu que ministros da Suprema Corte sejam responsabilizados por crimes de responsabilidade e acusou Alexandre de Moraes de perseguir adversários políticos.
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Mesmo sendo questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre os escândalos envolvendo Kassio Nunes Marques, Flávio não respondeu se o ministro indicado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deveria ser investigado. Ele afirmou que todos devem estar sujeitos à legislação, citando a Lei nº 1.079, que define crimes de responsabilidade e estabelece hipóteses de impeachment para autoridades, incluindo ministros do STF.
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O senador argumentou que, caso ministros estejam em situações previstas na legislação, cabe ao Senado Federal iniciar um processo de impeachment. Ele mencionou exemplos como atuação político-partidária e decisões em situações nas quais, segundo ele, os magistrados deveriam se declarar suspeitos.
O questionamento surgiu após Flávio defender a investigação e impeachment de Moraes devido a suas relações com Vorcaro. Flávio foi perguntado se Nunes Marques, indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro, também deveria ser investigado por mensagens no celular do banqueiro. O nome do presidente do TSE apareceu em mensagens que mencionam um possível pagamento de R$ 500 mil mensais ao advogado Kevin Marques, filho do ministro.
Nunes Marques, que se declarou impedido de participar do julgamento sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes após a divulgação das mensagens, afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro e que nunca julgou processos do Banco Master.
CRÍTICAS A MORAES
Ao falar sobre Alexandre de Moraes, Flávio afirmou que o ministro teria usado decisões judiciais para perseguir adversários políticos. "Foi o que mais Alexandre de Moraes fez: tomou decisões perseguindo adversários que ele predeterminava", declarou.
O candidato também acusou Moraes de atuar politicamente em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na disputa presidencial. Segundo Flávio, o ministro teria articulado uma aproximação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Na sequência, ele afirmou que Moraes, Lula e Alcolumbre estariam unidos em torno da reeleição do atual presidente.







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