Acusações de comissões do Banco Master envolvem Gilberto Kassab, que nega

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Ex-banqueiro acusa Kassab de receber comissões do Banco Master (Foto: Instagram)

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, teria recebido parte das comissões pagas pelo Banco Master por investimentos em letras financeiras da instituição, feitos por governos aliados. Essa declaração foi feita em uma proposta de colaboração premiada.

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De acordo com Vorcaro, Kassab incentivou administrações municipais do PSD ou aliadas a investirem fundos previdenciários em produtos financeiros do banco. Em troca, o banco pagava comissões por cada captação de recursos, que, segundo Vorcaro, eram pagas a consultores e agentes públicos, incluindo Kassab.

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Kassab, por meio de nota, negou as alegações, classificando-as como "absolutamente fantasiosas". Ele afirmou nunca ter feito gestões em favor do Banco Master ou discutido doações com Vorcaro ou representantes do banco. Vorcaro está preso desde 4 de março, após a terceira fase da Operação Compliance Zero da PF.

De acordo com Vorcaro, o Banco Master ampliou a oferta de letras financeiras a partir de 2023, devido a dificuldades em captar recursos com CDBs. O banco tentou aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, mas sem sucesso.

Os contatos entre o Master e Kassab eram realizados por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Entre 2023 e 2024, 21 regimes previdenciários investiram R$ 1,88 bilhão no Master, com o maior aporte vindo do fundo de servidores do Rio de Janeiro, totalizando R$ 970 milhões.

A Polícia Federal realizou várias operações relacionadas a esses investimentos, incluindo no Rio de Janeiro, Macapá, Maceió e Cajamar. Mensagens no celular de Vorcaro indicam que ele tentou, sem sucesso, que Kassab interviesse para retirar críticas feitas por um deputado estadual.

Esta é a segunda vez que Kassab é mencionado nas tentativas de colaboração de Vorcaro. Em 2022, ele teria intermediado doações eleitorais para manter o Credcesta em funcionamento no governo de São Paulo, mas tanto Kassab quanto o governo negaram essa afirmação.

Kassab refutou as alegações, afirmando que nunca teve contato com Vorcaro e que os relatos não têm sustentação factual.

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