
Ex-policial militar Edilson Ricardo da Silva registrado em visita à prisão de Milton Leite em Mogi das Cruzes (Foto: Instagram)
Um ex-policial militar condenado por participação em uma quadrilha armada foi registrado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na prisão onde o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), está detido, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
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Edilson Ricardo da Silva foi à unidade no dia 9 de outubro, em meio a visitas consideradas suspeitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O motivo da visita do ex-soldado da PM ainda está sob investigação.
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A coluna teve acesso a uma decisão judicial que condenou o ex-PM por envolvimento em um roubo de armas de uma unidade da Polícia Militar em agosto de 2009, em Guararema, no interior de São Paulo. Esse crime precedeu um roubo quase simultâneo de caixas eletrônicos em uma agência bancária, um modus operandi conhecido como Novo Cangaço.
Em março de 2018, o Tribunal de Justiça Militar decidiu pela perda da graduação do soldado. No entanto, como ele já havia solicitado exoneração, a execução da perda de patente foi suspensa pela Justiça Militar.
No incidente mais recente relacionado à prisão de Milton Leite, Edilson chegou ao local dirigindo um Hyundai Sonata registrado em nome do investigador Hemerson Martins Loureiro. Segundo documentos, o policial civil compareceu em um carro descaracterizado e deixou o local com o ex-PM.
A presença de Edilson faz parte das investigações do Gaeco sobre possíveis favorecimentos a Milton Leite durante sua detenção. As defesas de Hemerson e Edilson não foram localizadas, mas o espaço está aberto para manifestações.
O ex-vereador está preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga suspeitas de infiltração do PCC em empresas de transporte coletivo de São Paulo. Ele nega as acusações e, por meio de sua defesa, também nega ter recebido regalias na prisão.
No mesmo dia da presença do ex-PM, uma mulher com características semelhantes às da delegada seccional Margarette Barreto esteve na unidade. Uma pessoa parecida com Milton Leite foi retirada da carceragem e levada a uma área restrita, onde permaneceu por quase uma hora, sete dias antes da Operação Custódia (In)Fiel, deflagrada pelo Gaeco em 16 de outubro.
No sábado (17/10), a Polícia Civil afastou três delegados, um investigador e um carcereiro após depoimentos à Corregedoria, para evitar interferências nas investigações.
O passado de Edilson inclui uma investigação sobre o roubo de armas da 3ª Companhia do 17º Batalhão da PM, em Guararema, em agosto de 2009. De acordo com a denúncia do Gaeco, uma quadrilha rendeu policiais militares, invadiu a unidade e roubou dez armas, deixando quatro carabinas danificadas no local. A investigação indicou que Edilson forneceu informações sobre a rotina da companhia e a atuação dos colegas.
Anos depois, o nome de Edilson ressurge em uma investigação do Gaeco, desta vez entre os identificados que visitaram a unidade prisional onde Milton Leite está detido.







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