
Steve Witkoff aperta a mão de Vladimir Putin em São Petersburgo antes de apresentar proposta de paz (Foto: Instagram)
O enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, planeja apresentar uma nova proposta de paz da Ucrânia para a Rússia nesta quarta-feira (21/10). A informação foi confirmada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, após uma reunião em Oslo, Noruega.
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Zelensky não forneceu muitos detalhes sobre o acordo, mas destacou que ele está centrado em "diferentes tipos de garantias de segurança" para a Ucrânia no período pós-guerra.
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O documento surgiu após discussões de paz sobre o conflito no Leste Europeu, realizadas nesta terça-feira (20/10) na Noruega. Além do presidente ucraniano, participaram do encontro o enviado de Trump, Steve Witkoff; o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre; o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e representantes europeus.
De acordo com a mídia estatal russa, Witkoff deve se encontrar com Vladimir Putin em São Petersburgo.
RETOMADA DAS NEGOCIAÇÕES E CRÍTICAS DE TRUMP
As negociações entre Ucrânia e Rússia foram retomadas no início de setembro, quando Trump enviou uma delegação dos EUA para Moscou e Kiev, com o objetivo de mediar as conversas entre os dois países. A equipe americana foi liderada por Steve Witkoff e o genro do presidente republicano, Jared Kushner.
As discussões ocorreram após meses de interrupções, principalmente devido à guerra no Irã. Os EUA, diretamente envolvidos no conflito do Oriente Médio, vinham sendo o principal mediador das negociações.
Apesar disso, um acordo de paz entre Ucrânia e Rússia ainda não foi alcançado devido a divergências e exigências de ambos os lados. Entre elas, o desejo de Putin de anexar as áreas ucranianas ocupadas após 2022 e o pedido ucraniano por garantias de segurança ao término da guerra.
CRÍTICAS DE TRUMP A ZELENSKY
Enquanto as conversas diplomáticas não avançam, Trump tem criticado abertamente Zelensky.
Segundo o presidente dos EUA, o líder ucraniano "não se importa" em acabar com a guerra. O republicano também afirmou que é mais fácil lidar com Putin do que com Zelensky e classificou como "vergonha" os ataques da Ucrânia contra refinarias de combustível da Rússia.
No início do mês, Trump suspendeu as sanções contra o diesel russo, o que foi visto pelo governo da Ucrânia como uma ajuda no financiamento da guerra contra o país.







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