
Flávio Bolsonaro participa de debate na Band Eleições 2026 (Foto: Instagram)
Com Lula (PT) próximo nas pesquisas, o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, parece inclinado a seguir uma estratégia similar à de seu oponente, oferecendo um generoso "pacote de bondades".
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Na terça-feira (20/10), Flávio declarou que, se eleito, irá reativar o Programa Emergencial do Setor de Eventos (Perse), criado por seu pai para apoiar setores como turismo e entretenimento durante a pandemia de Covid-19.
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O programa foi encerrado em 2025, já sob o governo de Lula, após gerar R$ 15 bilhões em renúncias fiscais. A equipe econômica do petista sempre foi contra o Perse e defendeu o término do benefício.
O pacote de bondades de Flávio também inclui uma tentativa ainda desorganizada de capitalizar politicamente uma alteração no período de transição para quem deixa o Bolsa Família.
A proposta aumentaria o prazo dos atuais 18 meses para 24 meses. O anúncio foi feito pela coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, em uma entrevista na segunda-feira (19/10) à rádio CBN de Salvador.
Como divulgado, a fala da ex-presidente da Caixa Econômica acabou confundindo muitos ao misturar a carteira assinada com o critério de renda, utilizado atualmente pelo Bolsa Família.
A estratégia de Flávio enfrenta, contudo, um obstáculo: o presidenciável também promete à Faria Lima um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões, baseado principalmente na redução dos juros.
O problema é que os juros tendem a ser mais resistentes quando o governo em questão aposta na generosidade dos benefícios fiscais.







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