
Jovens ocupam monumento na Place de la République durante protestos em Paris (Foto: Instagram)
Protestos em larga escala liderados por jovens ocorreram em vários países da Europa na última semana. As manifestações foram registradas na França, Itália, Espanha, Albânia, Bélgica e Portugal, com demandas que vão desde melhorias na educação até questões relacionadas ao alto custo de vida e moradia.
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FRANÇA Na França, mais de 500 mil pessoas tomaram as ruas no último final de semana. As manifestações ocorreram em várias cidades, com Paris, a capital, reunindo mais de 110 mil pessoas. As reivindicações começaram no mês passado, com estudantes exigindo melhorias no sistema educacional francês. Em outubro, os atos se ampliaram para outros setores da sociedade, protestando contra o alto custo de vida e o governo de Emmanuel Macron.
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De acordo com o governo francês, somente no sábado e domingo (17 e 18 de outubro), mais de 2 mil pessoas foram presas, 600 policiais ficaram feridos e um jovem morreu após sofrer uma parada cardíaca em Paris. Os atos resultaram em violência e saques, afetando mais de 3 mil empresas, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez. O país anunciou um toque de recolher a partir desta segunda-feira para alguns municípios e não descarta declarar estado de emergência nacional.
ESPANHA Na Espanha, os protestos começaram em setembro devido ao aumento do custo habitacional e controle de aluguéis, impulsionados pelo caso de Maricarmen Abascal, uma mulher de 87 anos despejada de seu apartamento em Madrid. Maricarmen viveu lá por 70 anos, mas não conseguiu pagar o aluguel após um aumento de 275%. Os protestos resultaram em um acordo que permitiu seu retorno ao apartamento, mas ela faleceu no início do mês. As manifestações também exigiram melhorias na educação, com estudantes e professores protestando na Universidade Complutense de Madrid. Atualmente, professores estão em greve por tempo indeterminado, pedindo aumentos salariais e melhores condições de ensino. Nesta segunda-feira, manifestantes ocuparam a Câmara de Comércio de Madrid e se reuniram em frente ao Ministério da Educação, onde a polícia dispersou a multidão.
ITÁLIA Na Itália, protestos ocorreram em Milão, Bolonha, Bréscia, Bérgamo e Turim no sábado e domingo, segundo a polícia. Os atos contra a precarização dos serviços públicos e aumento do custo de vida resultaram em confrontos em Milão no domingo (18/10). Manifestantes quebraram vitrines e incendiaram ruas, enquanto a polícia usou cassetetes, gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar a multidão. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou que respeita os protestos pacíficos, mas condenou a violência.
ALBÂNIA Na Albânia, os protestos começaram na terça-feira (13/10) e continuaram durante a semana, com estudantes exigindo a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama. As manifestações pediram melhorias nas universidades e no custo da educação. Na quarta-feira (14/10), manifestantes incendiaram o Ministério da Educação. Em alguns atos, lixeiras foram queimadas e houve confrontos com a polícia.
BÉLGICA Na Bélgica, protestos ocorreram em Bruxelas e Liège, com confrontos entre manifestantes e a polícia. Inspirados nos atos da França, estudantes do ensino médio exigiram redução no custo da educação e reformas que dificultariam o acesso às universidades. O ministro do Interior belga, Bernard Quintin, afirmou que os atos se tornaram "violência pura e simples".
PORTUGAL Em Portugal, os protestos foram motivados por uma reforma do mercado imobiliário aprovada no parlamento, que facilita despejos e elimina o controle de preços em novos contratos. Em Porto e Lisboa, manifestantes acampam em praças públicas. Em Porto, cerca de 200 manifestantes permanecem acampados na Praça D. João I, mesmo após ordens de retirada pela polícia. Em Lisboa, a concentração ocorre na Praça do Rossio, com centenas de manifestantes resistindo às ordens policiais.







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