Tecnologia bloqueia celulares para combater crimes em presídios

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Agente da Polícia Penal durante operação de bloqueio de celulares em presídio (Foto: Instagram)

Para evitar que presídios continuem funcionando como "escritórios do crime", onde líderes de facções controlam atividades ilícitas, o governo federal está utilizando uma tecnologia que identifica e bloqueia celulares não autorizados em até 30 minutos.

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Equipamentos transportados em mochilas táticas são a principal ferramenta, identificando dispositivos conectados às redes móveis e permitindo que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) bloqueie esses aparelhos rapidamente.

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A estratégia faz parte da Operação Modo Avião, que visa identificar celulares ilegais. Em seguida, a Operação Mute realiza buscas para apreendê-los. Mesmo que não sejam encontrados, os bloqueios impedem o uso nas redes móveis.

O decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado em 13 de setembro, permite o bloqueio administrativo sem apreensão física ou ordem judicial. No Rio de Janeiro, a primeira operação após o decreto identificou e bloqueou 143 dispositivos irregulares.

Entre 21 e 25 de setembro, a Operação Mute apreendeu 598 celulares em 107 presídios, com 4.212 agentes revistando 3.604 celas, conforme dados da Senappen.

Apesar dos avanços tecnológicos, André Garcia, da Secretaria Nacional de Políticas Penais, reconhece que combater a entrada de equipamentos ilegais também exige enfrentar a corrupção e melhorar a fiscalização dos funcionários.

Garcia destacou que nem todas as falhas são criminosas, pois muitos presídios enfrentam problemas estruturais e falta de pessoal. "Tem corrupção? Tem. Mas também há muitos policiais dedicados que querem mudar essa realidade", afirmou.

O objetivo é impedir que as prisões continuem sendo usadas como "escritórios do crime" por lideranças de facções.

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