Angélica apoia Lula, mas dados de feminicídio e violência LGBT+ são alarmantes

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Angélica e Luciano Huck celebram com a camisa da seleção brasileira (Foto: Instagram)

Angélica, esposa de Luciano Huck, manifestou apoio a Lula em um vídeo nas redes sociais, justificando sua escolha ao refletir sobre as conquistas sociais, especialmente para mulheres, crianças e a comunidade LGBT+. Ela destacou a importância de viver em um país onde as pessoas se escutem e se respeitem, sem preconceitos.

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Angélica afirmou não se identificar como petista nem como de direita ou esquerda, mas deseja um governo que cuide das pessoas com carinho e sem deboche. No entanto, as declarações preconceituosas da família Bolsonaro, especialmente de Jair, contrastam com a necessidade de um líder que, além de discurso inclusivo, adote ações efetivas.

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Durante o governo Bolsonaro, muitas atrocidades foram atribuídas a ele, embora sua gestão na pandemia tenha sido criticada. O PT, por outro lado, está no poder há mais tempo, com Lula somando quase doze anos de mandato e possibilidade de mais quatro.

Angélica acredita que votar em Lula é assegurar um presidente atencioso, mas a realidade é mais complexa. Os feminicídios no Brasil atingiram um recorde pelo quarto ano consecutivo, com 1.521 vítimas em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Quarenta e quatro por cento das mulheres mortas foram vítimas de violência de gênero, o maior índice desde 2015. Em janeiro, foi relatado que uma pessoa LGBT+ é assassinada a cada 34 horas no Brasil. Apesar de uma queda de 12% nas mortes de 2024 para 2025, o país continua liderando em assassinatos de pessoas LGBT+, conforme o Observatório do Grupo Gay da Bahia.

Luiz Mott, fundador da ONG, afirmou que a redução não se deve a políticas públicas, apesar do atual governo defender a população LGBT e equiparar homofobia ao racismo. A segurança pública é uma questão estadual, mas o governo federal pode orientar os estados, o que não ocorreu nem sob Bolsonaro nem sob Lula.

A esquerda criticou Bolsonaro e fará o mesmo com Flávio, se eleito, mas as cobranças sobre Lula são escassas. Carinho, Angélica, não é suficiente.

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