DF elege hoje Celina ou Grass: polêmicas que marcaram o 2º turno

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Celina Leão e Leandro Grass disputam neste domingo (25/10) o governo do Distrito Federal, após uma campanha marcada por acusações, decisões judiciais e controvérsias. (Foto: Instagram)

O Distrito Federal escolhe neste domingo (25/10) quem vai comandar a capital do país pelos próximos quatro anos. No segundo turno, disputam o cargo a atual governadora, Celina Leão (PP), que busca a reeleição, e o ex-deputado distrital Leandro Grass (PT).

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A campanha de segundo turno foi marcada por acusações trocadas entre os candidatos, disputas na Justiça e episódios que foram além da discussão de propostas para o DF.

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Entre os principais episódios estão a circulação de um vídeo manipulado por inteligência artificial, a distribuição de um panfleto com o número eleitoral errado de Celina e uma denúncia de Grass contra a adversária.

Confira as principais polêmicas que marcaram a reta final da disputa.

VÍDEO MANIPULADO POR IA

Em 14 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) determinou que um integrante da campanha de Celina Leão deixasse de encaminhar um vídeo com conteúdo manipulado por inteligência artificial que atribuía declarações a Leandro Grass.

De acordo com a representação da coligação do petista, o material circulou em um grupo de WhatsApp e usava uma voz alterada artificialmente para atribuir ao candidato falas sobre o chamado “kit gay”, escolas cívico-militares e a construção do Museu da Bíblia, entre outros temas.

Na decisão liminar, o juiz auxiliar Carlos Alberto Martins Filho afirmou que o vídeo dava a entender que Grass havia dito palavras que, segundo os elementos apresentados no processo, não foram pronunciadas por ele. A determinação previa multa de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

Grass disse que sua voz foi falsificada e classificou a circulação do conteúdo como uma tentativa de desinformar os eleitores.

PANFLETO COM NÚMERO ERRADO DE CELINA

Outro caso envolveu um panfleto distribuído durante uma ação de campanha de Leandro Grass em uma universidade na Asa Norte (DF).

O material trazia, em colunas, os nomes “Lula e Leandro”, ao lado do número 13, e “Flávio e Celina”, acompanhados do número 22. O número eleitoral de Celina, no entanto, é 11.

Após a distribuição do panfleto, a campanha da governadora acionou o TRE-DF. A representação contestou a associação do nome da candidata ao número de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência da República contra Lula (PT).

O episódio aconteceu na última semana antes da votação e adicionou mais um embate judicial à disputa pelo governo local.

GRASS DENUNCIA CELINA À POLÍCIA FEDERAL

Em 21 de outubro, Leandro Grass apresentou uma notícia-crime eleitoral à Polícia Federal (PF) contra Celina Leão. O petista solicitou a abertura de investigação para apurar uma possível prática de injúria eleitoral.

A denúncia se baseou em declarações feitas pela governadora em uma entrevista no dia anterior. Segundo Grass, Celina teria insinuado que ele poderia cometer violência contra mulheres.

O candidato sustentou que a fala ultrapassou os limites da crítica política ao relacionar seu nome à violência contra mulheres sem apresentar fatos que embasassem a insinuação. A defesa pediu a abertura de inquérito e informou que também avaliava medidas na esfera cível.

Antes de recorrer à PF, Grass havia registrado um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A corporação cancelou o registro, alegando que, por envolver fatos ligados ao processo eleitoral, o caso deveria ser tratado pela Polícia Federal ou pela Justiça Eleitoral.

CELINA RECEBE DIREITO DE RESPOSTA

Na quinta-feira (22/10), o TRE-DF concedeu direito de resposta a Celina Leão contra uma propaganda eleitoral de Leandro Grass. A decisão determinou a concessão de um minuto no horário eleitoral gratuito no rádio e um minuto na televisão, nos espaços reservados à coligação do petista.

A propaganda dizia que Celina e o vice da chapa, Gustavo Rocha (Republicanos), haviam recebido pessoalmente dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro e das empresas Marechal e Sustentare.

Na análise do caso, o juiz auxiliar Carlos Alberto Martins Filho considerou que os documentos apresentados não comprovavam que os dois candidatos tivessem recebido pessoalmente os valores citados na propaganda. Por esse motivo, classificou a afirmação como factualmente inverídica.

A decisão não vetou críticas políticas nem questionamentos sobre relações econômicas, profissionais ou familiares dos candidatos. O entendimento foi de que a propaganda atribuiu diretamente aos dois o recebimento pessoal de recursos sem comprovação documental.

CELINA DECIDE NÃO PARTICIPAR DE NOVOS DEBATES

A participação dos candidatos em debates também virou motivo de confronto. Celina anunciou que não iria a novos encontros com Grass após um debate.

A governadora afirmou que o adversário a interrompeu durante o encontro e o acusou de transformar os debates em ocasiões de gritaria e ataques pessoais. Ela chegou a dizer que, diante da possibilidade de novos confrontos, teria de registrar uma ocorrência policial contra o petista.

Grass, por sua vez, criticou a decisão da adversária de não participar de outros debates. A ausência de Celina no encontro da TV Globo também foi explorada pelo candidato do PT na reta final da campanha.

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Tags: Celina Leão, Eleições 2026, governador, Leandro Grass

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