
Lula defende fechar quase todos os clubes de tiro no Brasil, mantendo apenas os ligados às forças de segurança. (Foto: Instagram)
Lula afirmou nesta terça-feira (28/7) que o governo pretende fechar “quase todos os clubes de tiro” do Brasil. Segundo o presidente, só devem continuar abertos os espaços destinados a militares e forças policiais. A limitação do horário de funcionamento dos clubes foi uma das medidas previstas no novo decreto das armas, assinado por Lula na sexta-feira (24/7), que também tornou mais rígidos os critérios para a abertura de novos estabelecimentos.
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Segundo Lula, a orientação para fechar os clubes de tiro foi repassada ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. “Eu não acho que um empresário que tem um lugar de praticar tiro é um empresário. Eu já disse ao Flávio Dino: nós temos que fechar quase todos. Só deixar aberto aqueles que são da Polícia Militar, do Exército ou da Polícia Civil. É organização policial que precisa ter lugar para treinar tiro. Não é a sociedade brasileira”, disse o presidente.
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De acordo com Lula, as restrições à compra e à posse de armas devem atingir o crime organizado. “O decreto de liberação de armas que o presidente anterior fez era para agradar o crime organizado. Porque quem consegue comprar é o crime organizado e gente que tem dinheiro. Pobre, trabalhador, não está conseguindo comprar comida. Como é que as pessoas que trabalham vão conseguir comprar fuzil?” As novas medidas foram criticadas pela oposição bolsonarista e por grupos armamentistas. “Nós não estamos preparando uma revolução. Eles tentaram preparar um golpe. ‘Sifu’. Nós não. Nós queremos preparar a democracia”, respondeu Lula durante a live. As declarações foram dadas no programa Conversa com o Presidente, transmitido ao vivo nas redes sociais de Lula.
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