
Após a decisão de ampliar o horário de votação, Jennifer Bombonati mudou seus planos e conseguiu votar em uma escola do DF. (Foto: Instagram)
No Centro de Ensino Médio Elefante Branco (CEMEB), na 908 Sul, Jennifer Bombonati votou após a extensão do horário. Ela viajava de carro e, ainda na estrada, havia solicitado a justificativa eleitoral. Ao saber da decisão que ampliou a votação, mudou os planos, foi à escola e conseguiu registrar seu voto. “Estava chegando em Brasília e sabia que não ia dar tempo de chegar e votar. Quando descobri, corri para cá e consegui entrar para votar. Fiquei muito feliz”, diz.
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No mesmo colégio, a advogada Priscila Paz Godoy, da Federação Brasil da Esperança, passou por seções eleitorais para informar os mesários sobre a decisão do STF. De acordo com ela, uma presidente de seção contou que recebeu pelo WhatsApp uma orientação atribuída ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para encerrar a votação, mas sem ofício ou documento oficial.
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Priscila disse que também conversou com um supervisor, que afirmou ter recebido a mesma orientação pelo aplicativo de mensagens. Diante disso, a equipe jurídica da federação orientou os responsáveis a registrar em ata o recebimento da mensagem e a ocorrência, mesmo depois de serem informados sobre a decisão judicial que prorrogou a votação.
A determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender até as 19h o horário de votação do segundo turno das Eleições de 2026 gerou dúvidas em locais de votação do DF.
Pouco depois do anúncio, feito por volta das 17h, os equipamentos já estavam desligados, os boletins de urna tinham sido emitidos e os cartuchos, retirados na Escola Classe 403 Norte, na Asa Norte. Os responsáveis pelas seções aguardavam instruções sobre como agir.
Uma das responsáveis por uma seção na zona eleitoral disse ter recebido uma determinação que, segundo ela, teria sido enviada pela juíza da 14ª Zona Eleitoral, para que os trabalhos terminassem normalmente às 17h, sem extensão do horário.
Mesmo após o anúncio da decisão do ministro do STF, que previa a ampliação do prazo em todo o país, mesários, fiscais e responsáveis pela seção ficaram sem saber como prosseguir.
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) informou que não estenderia o horário no DF. O tribunal alegou que não houve tempo hábil para avisar todas as seções e que parte das urnas já havia transmitido os dados da votação.
ELEITORA CHEGOU APÓS AS 17H E FOI EMBORA SEM VOTAR
Entre as pessoas afetadas pela situação está a enfermeira Mahartha de Figueiredo. Ela viajava de Recife para Brasília e tinha previsão de chegar à capital às 15h.
Segundo o relato, ela e o marido receberam uma mensagem perguntando se aceitariam embarcar às 13h. O casal, no entanto, só chegou ao aeroporto em Brasília às 16h50 e correu para tentar votar.
Mahartha chegou à Escola Classe 403 Norte pouco depois das 17h. Ficou no local por um período, mas foi embora sem registrar o voto após o comunicado de encerramento da votação.
A decisão de Zanin foi anunciada pouco depois do horário previsto para o fechamento das urnas. O ministro determinou que o recebimento dos votos fosse estendido até as 19h, no horário de Brasília, em todas as seções eleitorais do país. Mais tarde, retificou a decisão e determinou que a votação continuasse apenas nas seções onde as urnas ainda não tivessem sido lacradas.
A medida atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), motivado por relatos de dificuldades no transporte de eleitores em diferentes estados. O Partido Liberal também apresentou pedido semelhante, alegando prejuízo nas zonas eleitorais de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Na escola, uma das fiscais disse que ficaria no local para seguir tentando garantir o cumprimento da orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apesar da determinação que, conforme o relato de uma responsável pela seção, havia sido repassada pela juíza da zona eleitoral.
Tags: Eleições 2026, TRE-DF







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