
Cleitinho Azevedo terá de negociar com Lula uma solução para a dívida de Minas Gerais após apoiar Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), não contará com um aliado próximo no Palácio do Planalto e precisará construir uma relação com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
O apoio de Cleitinho a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial pode dificultar as negociações por um alívio para a dívida de Minas Gerais com a União, um dos principais objetivos do governador eleito.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Cleitinho havia recebido do candidato do PL o compromisso de buscar uma solução para o endividamento do estado. Com a vitória de Lula (PT), porém, terá de retomar o diálogo com um governo que já afirmou não haver outra saída para o problema além do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados).
Cleitinho não fez campanha intensa por Flávio, mas declarou apoio ao senador e chegou a dividir palanque com ele. A aproximação ocorreu mesmo após Lula aconselhar o mineiro a não se envolver diretamente na disputa presidencial.
“Tenho certeza de que o Cleitinho é esperto. Ele não precisa me apoiar, ele só tem a ganhar no final das eleições”, disse Lula durante um ato de campanha em Juiz de Fora, ao comentar a possibilidade de o governador eleito ficar distante da disputa.
PROMESSA DE FLÁVIO
Cleitinho declarou apoio a Flávio e disse que o candidato se comprometeu a ajudar Minas a renegociar a dívida com a União, estimada em cerca de R$ 180 bilhões. O senador afirmou que o tema seria uma das prioridades de seu futuro governo.
A aposta, no entanto, não representou um rompimento com Lula. Cleitinho declarou que procuraria o presidente eleito para conversar sobre a situação fiscal do estado, qualquer que fosse o resultado da eleição presidencial. Também disse que ligaria para Lula e iria a Brasília para tratar do assunto, caso o petista continuasse no Planalto.
GOVERNO LULA DIZ QUE SOLUÇÃO JÁ EXISTE
A negociação pode começar diante de um obstáculo já conhecido. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, contestou uma cobrança anterior de Cleitinho para que os presidenciáveis apresentassem propostas para a dívida mineira.
“Desafio aceito, senador. E já te digo: já respondido”, afirmou Durigan.
Segundo o ministro, o governo Lula já propôs uma solução por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), aprovado pelo Congresso Nacional e em vigor. Durigan também lembrou que Cleitinho votou a favor da proposta no Senado.
Durigan afirmou que, sem a renegociação, Minas teria de pagar juros de 4% ao ano, além da correção pela inflação, em parcelas mensais de R$ 605 milhões. Com o Propag, segundo ele, o estado pode zerar os juros e manter a correção pelo IPCA. A estimativa apresentada pelo ministro é de economia de até R$ 225 bilhões ao longo de 30 anos.
Com o fim da disputa presidencial, Cleitinho terá de recorrer a Lula para negociar. O governador eleito, por sua vez, já afirmou que pretende procurar o presidente, mesmo após escolher apoiar Flávio.
Acompanhe as notícias de Minas Gerais pelas redes sociais.
Tags: Cleitinho Azevedo, Eleições 2026, Lula, Minas Gerais







Leave a Reply