Moraes impede Flávio Bolsonaro de manter contato com o advogado Willer Tomaz

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Alexandre de Moraes proibiu Flávio Bolsonaro de manter contato com o advogado Willer Tomaz e determinou o cancelamento dos passaportes do senador. (Foto: Instagram)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.

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A determinação foi enviada à Polícia Federal (PF) para cumprimento imediato nesta segunda-feira (26/10).

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No documento, Moraes ordena a “proibição de Flávio Nantes Bolsonaro manter contato, por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa, com Willer Tomaz”.

O ministro também determinou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros do senador, inclusive o diplomático, e sua inclusão no sistema de alerta migratório da PF, impedindo-o de sair do país. Flávio foi intimado a entregar os documentos em 24 horas.

QUEM É WILLER TOMAZ

Willer Tomaz é advogado e empresário, além de amigo pessoal de Flávio.

Os dois são investigados em inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a empresas de apostas. O advogado também foi alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na sexta-feira (23/10), Moraes já havia ordenado a quebra dos sigilos de empresas ligadas a Willer e o bloqueio de bens até o limite de R$ 6 bilhões.

De acordo com a investigação, o advogado viajou do Brasil para Miami, nos Estados Unidos, em agosto, e não há registro de seu retorno. Os investigadores apontaram risco de destruição de provas relacionadas a negócios no exterior.

A nova decisão foi comunicada a Flávio um dia após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador disse que foi intimado ao sair da casa do pai, Jair Bolsonaro, em Brasília.

“Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, declarou.

Lula obteve uma vitória histórica no segundo turno de domingo (25/10), revertendo a desvantagem do primeiro turno e garantindo um quarto mandato presidencial. O petista recebeu 64,2 milhões de votos (51,79%), enquanto Flávio teve 59,8 milhões (48,21%).

Na noite da derrota, o senador não reconheceu o resultado e anunciou que pediria a anulação da eleição, alegando irregularidades na prorrogação do horário de votação.

Nesta segunda-feira, porém, Flávio alterou o tom de sua contestação.

Em vez de pedir apenas a anulação da votação, afirmou a aliados que pretende solicitar a cassação da chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), acusando-os de abuso de poder político e econômico.

Tags: Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz, Lula, Geraldo Alckmin

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