
Após a derrota de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo e Nikolas Ferreira passaram a ser alvo de críticas dentro da direita. (Foto: Instagram)
Raphael Veleda — 27/10/2026 02:00
Belo Horizonte – A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula (PT) na eleição de domingo desencadeou uma busca por responsáveis ou até “culpados” dentro da direita, e Minas Gerais está entre os focos desse movimento.
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Após o candidato do PL à Presidência perder no estado a vantagem de quase 600 mil votos que havia construído no primeiro turno, as críticas se concentram principalmente no governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) e no deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), considerados importantes ativos eleitorais da direita.
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A expectativa em torno de Cleitinho e Nikolas vinha do tamanho das vitórias dos dois no primeiro turno e do fato de ambos serem fenômenos nas redes sociais.
Cleitinho venceu a eleição para governador no primeiro turno, com 55,4% dos votos válidos — mais de 6,2 milhões de votos —, e obteve apoio em diferentes regiões de Minas. Aliados de Flávio esperavam que esse capital político fosse usado na campanha presidencial, especialmente depois de o próprio Cleitinho declarar apoio ao candidato do PL. A participação dele, porém, só ganhou maior destaque no último ato da campanha, em Belo Horizonte.
Nikolas foi reeleito deputado federal com mais de 3 milhões de votos e se tornou o parlamentar mais votado da história do país. O resultado, junto à audiência que tem nas redes, criou a expectativa de que ele ajudaria a aumentar a vantagem de Flávio em Minas.
“CORPO MOLE”
Parte do PL acusa Cleitinho de ter entrado tarde e de maneira tímida na campanha de Flávio, apesar de declarar apoio ao candidato. Há quem diga que o governador eleito atendeu a um pedido de Lula para “ficar quietinho”, em troca de uma boa relação no futuro.
Em uma crítica mais direta, o vereador de Divinópolis Flávio Marra (PRD) afirmou que Cleitinho “se acovardou” quando a família Bolsonaro precisou dele. Durante boa parte do segundo turno, o governador eleito ficou distante da campanha e dizia que procuraria o vencedor da eleição, fosse quem fosse.
NIKOLAS ATRAPALHOU?
Nikolas, que ao longo da campanha se tornou um dos principais cabos eleitorais de Flávio no país, também passou a ser alvo de questionamentos.
Nos bastidores, aliados avaliam que um vídeo feito pelo deputado sobre o Nordeste teve repercussão negativa na região. Eles também dizem que os “bloquinhos 22” mobilizaram apoiadores, mas deixaram pouco espaço para apresentar propostas e conquistar os eleitores indecisos.
Eduardo Cunha (Republicanos), que não foi eleito deputado por Minas, classificou em artigo publicado no Poder 360 como o “maior erro” do segundo turno o protagonismo dado a Nikolas. Também criticou a transformação dos atos em eventos parecidos com blocos de carnaval.
Voltaram a ganhar força ainda as críticas de que Nikolas teria uma agenda própria e planos de se afastar do bolsonarismo no futuro.
As críticas ainda integram a disputa de versões que começou após a eleição. Flávio encerrou o primeiro turno com 48,24% dos votos em Minas, contra 43,33% de Lula, mas terminou o segundo atrás do petista, por 50,43% a 49,57%.
Tags: Cleitinho Azevedo, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira







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