Dormir pelado pode ajudar a regular a temperatura corporal e favorecer o ciclo do sono

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Dormir sem roupa pode favorecer a ventilação da pele e ajudar a evitar o superaquecimento durante a noite. (Foto: Instagram)

A procura por noites de sono mais revigorantes envolve hábitos que vão além de manter horários regulares e uma iluminação adequada. A roupa usada para dormir tem efeito direto na regulação da temperatura corporal e na qualidade do sono — e especialistas apontam que dormir pelado pode ser uma boa alternativa.

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A redução da temperatura corporal é um processo fisiológico essencial para sincronizar os ciclos do sono, enquanto controlar o calor e a umidade na pele ajuda a evitar irritações locais.

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Roupas justas ou feitas de materiais sintéticos podem reter calor e suor durante a noite, criando condições favoráveis à proliferação de microrganismos.

A dermatologista Paola Canabrava explica que, apesar da falta de ensaios clínicos voltados exclusivamente ao hábito de dormir sem roupas, reduzir o abafamento pode trazer vantagens práticas.

“Dormir sem roupas evita que a pele fique abafada, sobretudo nas dobras do corpo, algo que pode piorar com peças muito apertadas ou feitas de tecidos sintéticos. Com isso, a pele fica mais ventilada, o que pode ajudar a diminuir irritações, dermatites e infecções”, destaca.

TEMPERATURA INFLUENCIA O SONO

O resfriamento do corpo é um sinal importante para que o cérebro comece a desacelerar. A médica do sono Cristina Salles, professora adjunta da Escola Bahiana de Medicina e coordenadora do Ambulatório de Medicina do Sono da mesma instituição e do HUPES-UFBA/Ebserh, destaca que o organismo precisa perder calor para alcançar estágios profundos de descanso.

“Para o cérebro perceber que chegou o momento de relaxar e desacelerar, é necessário que a temperatura interna do corpo caia cerca de 1°C”, afirma.

Fatores externos, como refeições volumosas perto da hora de dormir, exercícios físicos intensos à noite e ambientes abafados, podem aumentar a temperatura central e dificultar a continuidade do sono.

Nessas situações, ficar sem camadas de roupa facilita a troca de calor com o ambiente e pode evitar despertares durante a noite causados pelo superaquecimento.

A especialista ressalta que a prática não dispensa a necessidade de manter o ambiente fresco, pois a temperatura do local também interfere no conforto térmico.

ESCOLHA DAS ROUPAS DE CAMA E RECOMENDAÇÕES

Para quem prefere dormir sem pijama, os cuidados com a roupa de cama ganham importância na rotina. Como a pele fica mais em contato direto com o lençol, a escolha do material influencia o conforto e a respiração cutânea.

Paola recomenda tecidos de fibras naturais. “Damos preferência a materiais naturais e respiráveis, como os feitos à base de algodão, que permitem melhor ventilação. O poliéster e outros tecidos sintéticos podem contribuir para a retenção de calor e umidade”, orienta.

Em pessoas com lesões ativas, dermatites graves ou hipersensibilidade, o contato direto com os lençóis pode causar incômodo. Nesses casos, recomenda-se usar tecidos leves e coberturas adequadas, com orientação profissional. Lavar fronhas e lençóis com sabões neutros e evitar excesso de amaciantes ou fragrâncias fortes também são cuidados importantes para um descanso saudável e sem reações alérgicas.

Tags: qualidade do sono, Saúde, sono

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