Professora é agredida pela mãe de aluna em escola de BH: “falta segurança”

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Professora de 64 anos é agredida por mãe de aluna em escola municipal de Belo Horizonte. (Foto: Instagram)

Belo Horizonte — Shirley Lourenço, professora de 64 anos, foi agredida pela mãe de uma aluna dentro da Escola Municipal de Educação Infantil Mangueiras, no bairro Mangueiras, no Barreiro, em Belo Horizonte. Nesta terça-feira (27/10), ela seguia afastada da escola municipal. O caso ocorreu na sexta-feira (23/10) e foi registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) como lesão corporal.

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Conforme o boletim de ocorrência, a professora trabalhava com as crianças da turma na Escola Municipal de Educação Infantil Mangueiras (EMEI) quando a mãe de uma estudante entrou na sala e perguntou por que a filha havia chorado. As idades da menina e da mãe não foram divulgadas.

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A professora questionou a mulher sobre o motivo do choro da criança e, em seguida, segundo o registro policial, a mãe avançou contra a educadora e acertou um soco em seu rosto.

Ainda de acordo com a ocorrência, a mulher segurou a professora pelo braço. Funcionários da escola precisaram intervir para conter a agressora.

Shirley teve ferimentos no rosto e no braço. Ela contou que recebeu recomendação médica para se afastar por 30 dias, mas escolheu tirar uma licença de sete dias, pois entrará de férias em 13 de novembro. Segundo a professora, o período será necessário para sua recuperação física e emocional.

“Um tapa no rosto e o meu braço do jeito que está só confirmam a falta de segurança que temos nas escolas”, desabafou.

A educadora também pediu ações para ampliar a segurança nas escolas, como a presença da Guarda Municipal e a instalação de câmeras de monitoramento.

O boletim não esclarece por que a criança chorava nem informa se a mãe da aluna foi levada à delegacia.

AFASTADA

A Secretaria Municipal de Educação informou que tem conhecimento da situação e que a direção da escola tomou as providências cabíveis.

“A direção prestou acolhimento às pessoas envolvidas e agendou uma reunião com a responsável pela aluna a fim de esclarecer os fatos e tratar da situação”, disse.

A Secretaria afirmou que a segurança e o bem-estar de profissionais e estudantes são prioridades e que acompanha o caso com a equipe gestora da unidade.

PC DEPENDE DE REPRESENTAÇÃO

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) explicou que o crime de lesão corporal leve depende de representação criminal para que seja aberto o procedimento investigatório correspondente e sejam adotadas as medidas legais cabíveis.

Por isso, a orientação é que a vítima compareça à Delegacia Adida ao Juizado Especial Criminal, no bairro Padre Eustáquio, para manifestar interesse em representar criminalmente.

A reportagem tenta contato com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede) e aguarda um posicionamento.

Tags: Belo Horizonte, Minas Gerais final

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