Em carta, Flávio Bolsonaro chama Trump de “defensor da liberdade”

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Flávio Bolsonaro publicou uma carta nos Estados Unidos em que se apresenta como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” e critica decisões do STF. (Foto: Instagram)

O senador Flávio Bolsonaro publicou uma carta nesta quarta-feira (28/10), após fugir para os Estados Unidos. No comunicado, ele se apresenta como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

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No texto, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro agradece ao presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pela “ajuda” e afirma que o mandatário norte-americano “é um grande defensor da liberdade de expressão”.

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Flávio também agradeceu ao presidente Milei pela coragem, pelo senso de justiça e pela legalidade, e ao presidente Trump e ao povo americano por acolherem sua família. Disse que os Estados Unidos são uma terra de liberdade e de pessoas que compartilham os valores das “boas pessoas” de seu país. Afirmou ainda que não submeteria a família à situação e que o Brasil não merecia passar novamente pelo vexame internacional. Segundo ele, diante do uso político da Justiça no Brasil, levou a família aos Estados Unidos, onde estão em segurança, e agradeceu ao governo americano por recebê-los e oferecer segurança jurídica que, segundo ele, já não existe no Brasil.

O candidato derrotado atribui ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), os “mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno” obtidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A afirmação é falsa. Zanin estendeu o período de votação até às 19h, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou apenas 34 mil votos depois das 17h.

No domingo (25/10), as campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro recorreram ao TSE para solicitar que a votação fosse prorrogada para além de 17h. O senador não menciona essa informação na carta.

Flávio afirmou que uma decisão do STF, tomada acima da competência do TSE, estendeu a votação no último momento, e que a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Disse que os eleitores foram submetidos a regras diferentes e que, até agora, o TSE apenas defendeu a prorrogação do horário, sem apresentar uma resposta que considerasse crível.

Na carta, Flávio declara que, após a “repugnante fraude eleitoral”, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, colocou em prática um “plano previamente elaborado”: o pedido de apreensão do passaporte. O senador afirma que Moraes “muito provavelmente estaria preso” se não tivessem impedido sua posse e que o ministro teria acionado a máquina de perseguição política do regime.

Flávio nega ter fugido do Brasil. Diz que saiu pelo Brasil, deixando um regime de exceção para poder ser o líder que seu povo merece. Afirma que, calado, preso e censurado como seu pai, não poderia exercer essa liderança e que o país seria entregue ao que chamou de teatro institucional, com uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte, que, segundo ele, está repleta de serviçais do regime.

Tags: Donald Trump, Flávio Bolsonaro

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