Homem é preso suspeito de matar jovem achado em banheira de motel em SP

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Homem de 39 anos foi preso temporariamente, suspeito de envolvimento na morte do companheiro, encontrado em uma banheira de motel na zona oeste de São Paulo. (Foto: Instagram)

São Paulo — Um homem de 39 anos foi preso na manhã desta quarta-feira (28/10), suspeito de participar da morte de um jovem de 21 anos encontrado sem vida em uma banheira de motel na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na madrugada de 1º de outubro.

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A Polícia Civil cumpriu o pedido de prisão temporária apresentado à Justiça no dia 15 deste mês. De acordo com as investigações, Fernando Curti Tavares teria matado o jovem, com quem era casado desde junho, para tentar receber os valores das apólices de seguro de vida da vítima.

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O caso está sob investigação do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Conforme os registros policiais, Fernando Tavares encontrou a vítima morta na banheira de hidromassagem do motel. O companheiro acionou o Samu, que confirmou a morte do jovem na madrugada do dia 1º de outubro. No primeiro momento, o caso foi registrado como morte acidental.

Durante o atendimento, a Polícia Militar (PM) constatou que Fernando era a única pessoa que estava na suíte do motel com a vítima. O casal chegou ao local às 22h do dia 30 de setembro, e o suspeito pagou uma pernoite no check-in.

Fernando relatou aos agentes que teve uma relação sexual com o jovem na banheira e, depois, saiu para tomar banho no andar de baixo da suíte duplex. Cerca de 20 minutos mais tarde, voltou e encontrou a vítima desacordada.

No decorrer da investigação, porém, a polícia identificou elementos incompatíveis com a versão de Fernando: a banheira ficava em um mezanino separado por vidro, de onde era possível vê-la da porta do banheiro em que o homem tomava banho.

Os policiais também apuraram que o jovem tinha mais de três apólices de seguro de vida em seu nome, com valores entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões. Os contratos incluíam cláusulas especiais que dobravam a indenização em caso de morte acidental. Fernando Tavares era o único beneficiário de todas as apólices e teria acionado os seguros poucas horas depois da confirmação da morte do companheiro.

A mãe do jovem morto foi uma das pessoas ouvidas pela polícia. Ela afirmou que não sabia de qualquer relacionamento amoroso entre os dois, nem mesmo do casamento, e que desconhecia os seguros de vida do filho.

Durante o plantão policial, quando soube que seu celular seria apreendido, Fernando Tavares restaurou o aparelho às configurações de fábrica. A ação levantou suspeitas entre os policiais.

LAUDO APONTOU SUSPEITA DE HOMICÍDIO

O laudo necroscópico inicial indicou afogamento como causa da morte, o que chamou a atenção porque a banheira do motel tinha menos de 70 centímetros de profundidade. Posteriormente, segundo a polícia, foram identificadas lesões de defesa nos dedos, mãos e antebraços do jovem, ferimentos na cavidade oral e infiltrações hemorrágicas profundas no pescoço.

A hipótese principal é que o jovem tenha sofrido violência física, sido imobilizado e submetido a compressão cervical antes de ser mantido submerso. “Os elementos periciais indicam, em tese, uma dinâmica compatível com a imobilização e manutenção da vítima sob a água até a produção do resultado morte”, afirma o documento policial.

Diante desses elementos, a Polícia Civil apontou indícios de homicídio doloso, risco de fuga e destruição comprovada de provas. Por isso, solicitou a prisão temporária do suspeito, além de busca e apreensão em seu endereço e extração de dados de seus equipamentos eletrônicos.

Tags: Homicídio, Investigação, morte, motel, Polícia Civil de São Paulo, Prisão, São Paulo

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