Corretor acusado de enganar juízes faz nova vítima em condomínio de luxo

Publicado por

–


O corretor Victor Rodrigues de Menezes é alvo de novas acusações de clientes que dizem ter pago por imóveis que não foram liberados. (Foto: Instagram)

O corretor imobiliário Victor Rodrigues de Menezes, de 28 anos, apontado anteriormente como líder de uma quadrilha especializada em golpes contra juízes recém-empossados, continua atuando e é alvo de novas acusações de vítimas que tentam reaver o dinheiro perdido.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Um dos novos casos envolve uma produtora cultural de Brasília, de 63 anos, que preferiu não ter o nome divulgado. Em setembro deste ano, ela afirma que viu anúncios na internet, inclusive em plataformas on-line de venda de imóveis, e procurou uma casa para a filha no condomínio Brisas do Lago, no Setor de Clubes Sul. Foi quando entrou em contato com Victor.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

A princípio, a negociação previa uma estadia de uma semana para que a jovem conhecesse o local. Depois do envio de documentos e da realização de pagamentos, porém, ela nem sequer conseguiu entrar no condomínio, pois seu nome não aparecia na autorização da portaria.

Apesar do problema, as partes combinaram uma locação por um ano, usando os valores já transferidos. Ao todo, a produtora de eventos pagou R$ 12 mil, em duas parcelas de R$ 600 e outra de R$ 10,8 mil. Ainda assim, a moradia nunca foi liberada.

“Eu havia entregue o dinheiro para garantir a moradia, mas continuava sem uma solução. Sempre que ela tentava se mudar, surgia uma justificativa diferente”, contou a vítima.

Diante do impasse, a vítima registrou uma ocorrência na 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) em 30 de setembro deste ano. Embora tenha assinado, em outubro, um acordo de confissão de dívida que reconhecia um débito de R$ 16, 2 mil, ela não recebeu nenhum valor até agora. O caso também está na Justiça, e a defesa da produtora chegou a solicitar a prisão preventiva do corretor.

“Quero recuperar o dinheiro que entreguei e obter uma resposta das autoridades. Também considero importante que outras pessoas tenham acesso a essas informações e possam reconhecer situações semelhantes”, desabafou a vítima.

GOLPE EM CASAL

Em outubro de 2024, o corretor imobiliário também foi acusado de enganar um casal de moradores do Gama (DF). Eles afirmam que transferiram R$ 21 mil como caução para alugar um imóvel na Ponte Alta Norte, no Gama, mas que o investigado teria ficado com o valor sem entregar a residência.

Quando souberam do bloqueio de R$ 266 mil determinado pela Justiça na Operação Delusio, o casal pediu que seus prejuízos fossem ressarcidos diretamente com os valores retidos.

Dois anos após o ocorrido, os dois continuam na Justiça tentando receber o dinheiro que consideram ter direito de reaver. Uma audiência de conciliação foi marcada para esta quarta-feira (21/10), na tentativa de alcançar um acordo extrajudicial.

Victor também foi condenado a devolver mais de R$ 30 mil a uma cliente. O caso foi arquivado depois que a Justiça penhorou um dos bens dele.

MAIS SOBRE A OPERAÇÃO DELUSIO

Victor Rodrigues de Menezes foi o principal alvo da Operação Delusio, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em setembro de 2024, sob suspeita de comandar uma quadrilha especializada em golpes no mercado imobiliário de luxo em Brasília. O caso veio a público na época.

As investigações apontaram que Victor se apresentava como corretor de imóveis de alto padrão da capital federal para enganar diversos juízes recém-empossados no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O investigado usava uma empresa de fachada para ludibriar as vítimas.

Segundo a PCDF, ele adotava um modus operandi sofisticado, construindo uma imagem de seriedade e confiança. Também mantinha páginas “oficiais” na internet e usava intensamente as redes sociais para transmitir ao público a impressão de que os negócios eram legítimos.

A operação da PCDF revelou que o “corretor” e seu cúmplice, um homem de 25 anos cuja identidade não foi divulgada, aplicaram o golpe em pelo menos 23 juízes que procuravam imóveis para alugar durante o Curso de Formação Inicial da Magistratura do Trabalho.

O prejuízo estimado para as vítimas é de R$ 135 mil. Durante a operação, a PCDF cumpriu mandados de busca e apreensão nas regiões administrativas do Gama (DF) e do Lago Sul (DF). A corporação também solicitou o bloqueio de R$ 266 mil dos investigados para garantir o ressarcimento dos juízes.

Apesar das denúncias, Victor Rodrigues de Menezes continua com registro ativo como corretor imobiliário no Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 8ª Região (CRECI-DF) e trabalha por meio da empresa VM Inteligência Imobiliária.

O OUTRO LADO

Procurado, Victor afirmou que não tentou aplicar golpe nem teve intenção de causar prejuízo. Ele também disse que está em contato com a produtora cultural para solucionar a situação.

“O que ocorreu foi um desarranjo relacionado ao cumprimento do acordo/contrato, que acabou gerando um atraso no pagamento, e estou buscando regularizar essa situação da forma mais tranquila e transparente possível. Inclusive, já estamos conversando para estabelecer uma forma de pagamento que permita a quitação do valor devido”, declarou Victor.

Tags: Gama, golpe, Imóvel, PCDF

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *