Sastre admite pela primeira vez que bebeu antes de acidente com Porsche e se arrepende

Publicado por

–


Fernando Sastre admitiu no julgamento que tomou um drink antes de dirigir o Porsche envolvido no acidente que matou Ornaldo da Silva Viana, em São Paulo. (Foto: Instagram)

São Paulo — No segundo dia de julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o empresário Fernando Sastre confessou, pela primeira vez, ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir o Porsche que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, na noite de 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, no bairro do Tatuapé, zona leste da capital.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Antes de relatar os acontecimentos em ordem cronológica, Sastre disse que se arrepende de ter tomado um drink no restaurante antes de ir jogar poker com os amigos.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

O empresário afirmou que sofreu e ainda sofre todos os dias, que sente vergonha e arrependimento e que nunca saiu de casa com a intenção de provocar um acidente. Também declarou que ninguém deveria ter passado por aquilo.

O promotor de Justiça perguntou se Sastre também havia bebido na casa de jogos. O réu negou e disse saber que não poderia dirigir em alta velocidade depois de consumir álcool.

No primeiro dia do julgamento, Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava como passageiro no Porsche 911 de Fernando Sastre quando ocorreu o acidente que matou Ornaldo, relatou ter sido intimidado e deixado de lado pelos amigos após contar o que considera a verdade sobre aquela noite. O estudante fraturou quatro costelas e perdeu o baço no acidente provocado por Sastre, que dirigia alcoolizado.

A acusação perguntou a Sastre sobre o bullying sofrido pelo amigo após ele dizer que o réu dirigiu embriagado. O empresário respondeu que não tinha controle sobre o bullying praticado por outras pessoas, mas que sempre desaprovou a situação e falou disso à família.

DEPOIMENTO DE SASTRE

Em depoimento à Justiça na tarde desta quarta-feira (29/10), Sastre apresentou sua versão cronológica dos acontecimentos.

De acordo com o relato, a programação da noite de 24 de março começou na casa dele. De lá, saiu com a namorada, Giovanna, para jantar com os amigos Marcus e Juliana. O grupo chegou ao restaurante por volta das 20h e ficou em uma mesa na área externa. Foram servidos aperitivos, água e bebidas alcoólicas; nessa ocasião, o réu admite ter tomado um drink.

Por volta das 23h, quando o estabelecimento encerrou as atividades, o grupo decidiu ir a uma casa de poker. Eles se dividiram em dois carros: Sastre dirigiu o próprio veículo com Marcus, enquanto Giovanna e Juliana seguiram juntas no outro automóvel.

No local de jogos, depois de pagar a taxa de entrada, Sastre e Marcus foram para as mesas de torneio, enquanto as companheiras ficaram em uma área perto do buffet. O acusado disse que não consumiu álcool no estabelecimento e que bebeu apenas água e água tônica.

Aproximadamente às 2h, Giovanna disse que queria ir embora por estar cansada. Como o réu insistia em permanecer, os dois discutiram sobre o que fazer. Para resolver o impasse, combinaram deixar o estabelecimento e convidar os amigos para jogar sinuca na casa de Sastre, ideia que desagradou à namorada.

Depois disso, Giovanna foi para a própria casa com Juliana. Marcus aceitou o convite para jogar sinuca e entrou no Porsche com o réu.

No caminho de volta, o carro passou por vias do bairro até chegar à Avenida Salim Farah Maluf. O réu reconheceu que ultrapassou um veículo pela faixa da esquerda e parou em um semáforo com sinal vermelho.

Sobre o momento da colisão, o acusado disse ter lembranças incompletas. Relatou que se lembra de ver o carro à frente e tentar frear, mas que, em seguida, teve um “apagão” e não se recorda de mais nada.

Sastre afirmou que recobrou a consciência já fora do veículo e viu o amigo Marcus ferido e sentindo dores. Disse que entrou em choque e ficou confuso. Depois, um morador que presenciou a cena o ajudou a se sentar junto a uma parede e o orientou a não sair do local, diante da gravidade do acidente.

Em seu depoimento, o réu declarou saber que o motorista do outro veículo, Sr. Ornaldo, havia se ferido, embora não conseguisse vê-lo diretamente do lugar onde estava. Segundo ele, naquele momento, sua atenção estava voltada ao atendimento do amigo.

Por fim, o acusado justificou ter deixado o local dizendo que uma policial militar teria autorizado sua saída sob os cuidados da mãe. Ela argumentou com os policiais que o levaria a uma unidade hospitalar. Sastre admitiu, porém, que não procuraram atendimento médico naquele momento: foram diretamente para a casa dele, onde tomou banho.

Tags: Acidente, Acidente de trânsito, Julgamento, Porsche, São Paulo

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *