
PM apreende arsenal, explosivos e drones em imóvel no Guarujá; um homem foi preso em flagrante. (Foto: Instagram)
São Paulo — A suspeita de que um tribunal do crime estaria acontecendo levou a Polícia Militar (PM) de São Paulo a encontrar drones, explosivos e um arsenal bélico na madrugada deste sábado (31/10), no Morro do Macaco, no Guarujá, litoral paulista. Um homem de 42 anos, cuja identidade não foi divulgada, acabou preso.
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Os policiais encontraram o material em um imóvel no bairro Vila Zilda, durante a Operação Impacto Contra o Tráfico de Drogas. A PM ressalta o alto potencial destrutivo das armas e a possibilidade de uso em crimes de grande porte, como ataques armados coordenados, confrontos com forças de segurança e atentados com explosivos.
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Segundo a PM, o imóvel funcionava como uma espécie de base logística do Primeiro Comando da Capital (PCC). As equipes chegaram ao local ao apurar a informação de que um tribunal do crime estaria sendo realizado ali. O julgamento paralelo promovido pela facção serve para decidir se rivais e/ou pessoas que possam prejudicar os negócios ilícitos serão punidas por um “conselho” formado por criminosos.
Na base logística do PCC, os policiais apreenderam um fuzil calibre 5,56 mm, uma pistola calibre .45, revólveres, espingardas, uma carabina, uma submetralhadora de fabricação artesanal, mais de 700 munições de diferentes calibres, 33 emulsões explosivas, detonadores, cordéis, estopins, granadas e outros artefatos. Também foram encontrados três drones, três capas de colete, dois aparelhos celulares, uma impressora 3D e dinheiro em espécie.
A corporação suspeita que a impressora 3D possa ter sido usada para produzir peças e componentes de armas, entre elas a submetralhadora artesanal. A possibilidade será analisada pela perícia.
SUSPEITA DE LIGAÇÃO COM FACÇÃO CRIMINOSA
O material apreendido levantou suspeitas de conexão com uma facção criminosa estruturada, possivelmente envolvida em crimes de grande porte para obter altos recursos financeiros, afirmou o Capitão Guedes, da assessoria de imprensa da Polícia Militar. A hipótese é que o homem guardava o arsenal para ações do crime organizado, como roubos a bancos, ataques a carros-fortes e operações criminosas de domínio de cidades, conhecidas como Novo Cangaço.
Segundo o capitão, as armas podem ter vindo do mercado ilícito, inclusive por meio de introdução ilegal no Brasil. “As investigações poderão identificar a origem de cada arma e como [o objeto] chegou ao crime organizado”, destacou o PM.
“A atuação policial firme e contínua reflete o compromisso da instituição no combate ao domínio social estruturado por facções criminosas, que tentam impor medo nas comunidades. A operação desarticulou uma base logística do crime, enfraquecendo a capacidade operativa dessas estruturas e garantindo a ordem pública”, afirmou a PM em nota.
Em razão da quantidade e das características dos explosivos, a Polícia Militar acionou o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), do 4º Batalhão de Polícia de Choque, para avaliar tecnicamente e manusear os artefatos com segurança. A perícia também foi chamada para realizar os levantamentos necessários.
O homem, que já tinha histórico de prisão por crimes relacionados à posse ilegal de armas de fogo, foi preso em flagrante.
Tags: arsenal, denúncia, flagrante, investigação, litoral paulista, PCC, polícia militar







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