
Marco Rubio nega que os EUA tenham ajudado Flávio Bolsonaro a deixar o Brasil (Foto: Instagram)
O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, negou neste sábado (31/10) que o país tenha ajudado Flávio Bolsonaro (PL) a fugir do Brasil, após a derrota nas urnas para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Rubio afirmou que o governo não facilitou a saída de Flávio. Segundo ele, soube que o senador havia chegado aos EUA, onde já tinha um visto garantido, e o presidente autorizou sua entrada. O secretário declarou que o governo norte-americano não participou dos preparativos nem dos movimentos feitos para que ele deixasse o país.
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O senador saiu do Brasil apenas dois dias depois do resultado do segundo turno. Na segunda-feira (26/10), ele visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar.
Ao fim do encontro, Flávio foi informado de que agentes da Polícia Federal (PF) o aguardavam na saída da residência para comunicar a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de recolher seus passaportes — o pessoal e o diplomático, usado por ele para entrar nos Estados Unidos.
Aliado de longa data do presidente dos EUA, Donald Trump, Rubio disse que o republicano deixou claro que Flávio receberia uma “parole”, ou seja, liberdade incondicional para entrar no país.
“Mas o presidente deixou claro que, se ele chegasse a uma alfândega dos EUA, receberia uma ‘parole’ para entrar no país, e foi o que aconteceu”, disse o secretário de Estado.
Embora Rubio negue que o governo tenha ajudado o filho do ex-chefe do Executivo, Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca, admitiu ser o responsável por organizar o jato particular usado pelo parlamentar para chegar ao território norte-americano.
FUGA PELA FRONTEIRA
Para chegar aos EUA, Flávio atravessou a fronteira terrestre com a Argentina por Foz do Iguaçu (PR) e embarcou em um avião particular em Puerto Iguazú. Depois de uma escala em Guayaquil, no Equador, chegou a Miami, nos Estados Unidos, na manhã de quarta-feira (28/10).
Em nota oficial, a PF informou não ter encontrado registro da saída de Flávio pelos postos brasileiros de controle migratório.
A corporação investiga as circunstâncias do descumprimento da decisão judicial, mas esclareceu que a proibição de viajar, por si só, não caracteriza a condição de foragido.
POR QUE FLÁVIO TEVE OS PASSAPORTES CANCELADOS
Moraes tomou a decisão após pedido da PF, apresentado no domingo (25/10), diante de indícios de que o senador poderia deixar o Brasil.
Flávio é investigado na Petição nº 16.877, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar, e negócios ligados a plataformas de apostas.
Willer também é investigado na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Além desse caso, Flávio é alvo de outra investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política de Bolsonaro.
Tags: EUA, Flávio Bolsonaro, Marco Rubio







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