
Smart Sampa reúne 50 mil câmeras e, segundo a Prefeitura de São Paulo, já contribuiu para milhares de prisões e para a localização de pessoas desaparecidas e veículos roubados. (Foto: Instagram)
Com monitoramento 24 horas por dia, sete dias por semana e 365 dias por ano, o Smart Sampa, maior sistema de videomonitoramento da América Latina, já permitiu prender 3.629 foragidos da Justiça, encontrar 285 pessoas desaparecidas e contribuir para 6.850 prisões em flagrante. A plataforma também ajudou a localizar 3.914 veículos roubados ou furtados.
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Instalado estrategicamente em toda a cidade de São Paulo, o sistema conta com 50 mil câmeras. Desde novembro de 2024, a plataforma mantida pela Prefeitura de São Paulo utiliza tecnologias e algoritmos modernos para gerar alertas inteligentes e identificar invasões, vandalismo e furtos.
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Com o reconhecimento facial empregado nas câmeras, o sistema atua na procura por pessoas desaparecidas e na identificação de procurados pela Justiça. A iniciativa também se diferencia por integrar diversos órgãos públicos, entre eles Samu, CET e as polícias civil e militar, o que permite respostas mais rápidas e eficientes à população.
Com isso, o Smart Sampa auxiliou a Guarda Civil Metropolitana (GCM) a recapturar pessoas que não voltaram ao sistema prisional depois da saída temporária. Em um dos casos, um homem de 62 anos, condenado por homicídio qualificado, foi encontrado em janeiro deste ano, no centro da capital, com 20 anos e cinco meses de pena ainda a cumprir.
Em outra operação, realizada em março na Zona Leste, as equipes prenderam um homem de 48 anos condenado por roubo e receptação enquanto ele acompanhava a esposa em uma consulta médica. Restavam mais de 18 anos de pena a cumprir.
Na mesma semana, outro condenado por roubo foi recapturado no centro da cidade, após não retornar da saída temporária de fim de ano. Ele ainda tinha cerca de seis anos de prisão pendentes.
Uma das principais ocorrências possibilitadas pelo Smart Sampa foi a prisão de Sunny Okoro Ogbonna, em setembro de 2025. Natural da África do Sul e condenado por tráfico internacional de entorpecentes — infração gravíssima prevista no artigo 33 da Lei 11.343/2006 —, ele caminhava pelo centro da capital quando foi reconhecido pelas câmeras da Prefeitura de São Paulo. Com seis mandados de prisão em aberto e mais de cinco anos de reclusão em regime fechado a cumprir, foi levado à sede da Polícia Federal após a confirmação de sua identidade.
Em maio deste ano, a GCM prendeu com o auxílio do Smart Sampa um estuprador de 68 anos que estava foragido desde 2018 e tinha sete anos de prisão em regime fechado a cumprir. Ele foi detido enquanto caminhava pela região da 25 de Março, no centro da cidade.
Em janeiro de 2025, a plataforma identificou um integrante do Grupo Bitong, ramificação da Máfia Chinesa que age com violência contra comerciantes chineses na região da Rua 25 de Março. A GCM de São Paulo o prendeu depois que as câmeras de reconhecimento facial do Smart Sampa o identificaram caminhando pelo centro da cidade.
Condenado a 18 anos por extorsão mediante sequestro e associação criminosa, Lin Xianbin, 52, natural da província de Fujian, na China, estava foragido do sistema penitenciário desde 2023. Naquele ano, ele deixou a Penitenciária Cabo PM Marcelo Pires da Silva, em Itaí, no interior paulista, para a saída temporária de Natal.
REPERCUSSÃO INTERNACIONAL
O êxito e a eficácia das ações fizeram o Smart Sampa obter reconhecimento internacional. Em julho de 2026, o jornal francês Le Monde apresentou o projeto da Prefeitura de São Paulo como uma das maiores iniciativas de aplicação de tecnologia à segurança pública e descreveu a dimensão e os impactos da plataforma.
Também em julho, a revista britânica The Economist deu destaque à iniciativa e apontou a capital paulista como exemplo no Brasil do uso de inteligência artificial e tecnologia no combate à criminalidade.
Tags: Segurança Pública, post patrocinado







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