
Na hora de escolher uma panela, o material importa. Nutricionista explica diferenças entre inox, ferro fundido, vidro e cerâmica e dá dicas para conferir a qualidade do produto. (Foto: Instagram)
Ao comprar uma panela ou um conjunto, muita gente consulta as descrições para descobrir se o produto contém substâncias que podem prejudicar a saúde, como o alumínio não anodizado, isto é, o material em estado bruto. Para esclarecer as dúvidas na hora da escolha, conversamos com o nutricionista Gabriel Moliterne sobre quais são as melhores opções.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Integrante do corpo clínico do Hospital Albert Sabin de São Paulo (HAS-SP), Gabriel Moliterne é especialista em nutrição integrativa e funcional. Segundo ele, na prática clínica “não existe uma panela perfeita para todas as pessoas, mas há uma opção ideal para o perfil de cada indivíduo”.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
PANELAS
A seguir, o nutricionista recomenda tipos de panelas e esclarece dúvidas sobre os materiais usados na fabricação.
Aço inoxidável (aço inox de boa qualidade, como as ligas 304 ou 316)
O profissional afirma que as panelas de aço inoxidável são as preferidas para o uso diário por resistirem à corrosão. Ele, porém, faz um alerta: “Se você cozinhar receitas muito ácidas por horas, como molho de tomate caseiro, pode haver uma pequena liberação de níquel e cromo”.
Gabriel ressalta que, para a maioria das pessoas, essa liberação não representa um problema. Ainda assim, quem tem alergia a esses materiais ou um quadro inflamatório mais sensível deve observar se surgem sintomas.
Ferro fundido
De acordo com o especialista em saúde metabólica, as panelas de ferro fundido são “excelentes”. “Elas funcionam muito bem como um reforço natural de ferro para pacientes com anemia ferropriva”, afirma.
Já quem tem excesso de ferro no sangue, como ocorre na hemocromatose, deve evitar alimentos preparados nesse tipo de panela. O nutricionista explica que o composto adicional transferido para a comida tende a aumentar o estresse oxidativo e a inflamação no organismo.
Vidro borossilicato e cerâmica de alta pureza
Na avaliação de Gabriel, panelas de vidro borossilicato e de cerâmica de alta pureza são “padrão ouro”. “São quimicamente inertes, ou seja, não transferem absolutamente nada para a comida”, destaca. Ele afirma que essas opções são seguras para preparar alimentos ácidos, armazenar sobras na geladeira e reaquecer.
Para o uso cotidiano, o nutricionista recomenda investir em panelas de inox de boa procedência. Ele acrescenta: “Deixe a versão de ferro fundido para quem precisa e se beneficia desse aporte do mineral, e use a de vidro ou cerâmica de qualidade para preparos ácidos e armazenamento”.
COMPRAR PANELA É UM CUIDADO COM A SAÚDE
Segundo o especialista em nutrição integrativa, escolher uma panela é um ato de cuidado preventivo com a saúde. “É importante olhar muito além do design e conferir a ficha técnica do produto”, recomenda. Ele também alerta para a “fraude do inox”.
“No mercado, é comum encontrar panelas de inox de baixa qualidade, conhecidas como série 200, que substituem o níquel e o cromo por excesso de manganês. Essas opções enferrujam com facilidade e liberam metais indesejados. Exija sempre o inox 304 ou 316”, orienta Gabriel Moliterne.
O nutricionista também afirma que uma panela antiaderente nova deve ter a superfície perfeitamente lisa. “Se houver qualquer microlesão, o produto já não está adequado”, reforça. Por fim, ele orienta verificar se o produto tem o selo do Inmetro.
“Confira se a peça pode realmente ir direto ao fogo, como é o caso do vidro borossilicato temperado. Nem todo vidro suporta o choque térmico de uma chama direta”, conclui o especialista.
Para mais informações, acompanhe o perfil de Vida&Estilo no Instagram.
Tags: alimentos, cozinha, nutricionista, saúde







Leave a Reply