
Interlagos recebe a Fórmula 1 com curvas cheias de história e apelidos curiosos. (Foto: Instagram)
A espera pela semana do Grande Prêmio de São Paulo chegou ao fim. Depois de 19 etapas, a Fórmula 1 volta a Interlagos, circuito em que cada curva tem características próprias. Algumas receberam nomes de animais, outras fazem referência à paisagem ou a apelidos que surgiram de episódios curiosos do passado.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
A programação começa na sexta-feira (6/11), com dois treinos livres, às 12h30 e às 16h. No sábado (7/11), os pilotos retornam à pista para o TL3, às 11h30, e a classificação, às 15h. A corrida será no domingo (8/11), às 14h. Neste ano, pela primeira vez desde 2021, a etapa não terá corrida sprint.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Oficialmente denominado Autódromo José Carlos Pace, o circuito mede 4.309 metros e tem 11 curvas. O traçado também se destaca por suas variações de altitude. Entre o S do Senna, ponto mais alto, e a Curva do Lago, a parte mais baixa, há uma diferença de cerca de 56 metros.
AS HISTÓRIAS DE INTERLAGOS
S do Senna
Após a largada, os carros passam pelo S do Senna. A curva foi construída na reforma de Interlagos, em 1989, e Ayrton Senna, tricampeão brasileiro e ídolo do automobilismo, participou de sua concepção.
O ex-piloto, porém, não queria que o trecho levasse seu nome. Senna sugeriu que fosse chamado de S ou Curva do Chico Landi, em homenagem ao piloto brasileiro, primeiro do país a pontuar na categoria.
A proposta não foi aceita, e S do Senna acabou se tornando uma das marcas do circuito e do automobilismo mundial.
Curva do Sol
Depois do S, os pilotos passam pela Curva do Sol. O nome vem do traçado antigo, quando os carros percorriam Interlagos no sentido oposto ao atual.
No fim da tarde, os competidores atravessavam o trecho com o sol à frente, o que prejudicava a visão. O nome continuou mesmo após a mudança no sentido da pista.
Reta Oposta e Curva do Lago
Em seguida, os carros aceleram pela Reta Oposta. O nome é direto: o trecho está no sentido contrário ao da reta dos boxes. Ali, há uma das melhores chances de ganhar velocidade e aproveitar o vácuo antes da freada seguinte.
No final da reta, os pilotos chegam à Curva do Lago. A denominação se deve à proximidade do trecho com o lago artificial que fica dentro do autódromo.
Laranjinha
Poucos metros adiante fica a Laranjinha. O nome surgiu de uma expressão do automobilismo usada para designar pilotos menos experientes, conhecidos como “laranjas”.
Por ser cega, a curva dificultava que esses competidores enxergassem a saída e fizessem a passagem corretamente. O apelido acabou dando nome ao trecho.
Ferradura
A curva seguinte é a Ferradura. A explicação está no próprio desenho da pista, que se parece com uma ferradura de cavalo. É desse formato que vem o nome, mantido até hoje.
Pinheirinho
Depois, os carros passam pelo Pinheirinho. No passado, havia um pinheiro na área de escape da curva, que chegou a funcionar como barreira para pilotos que saíam da pista.
A árvore não existe mais, mas segue lembrada no nome. Nas proximidades, uma pequena palmeira ajuda a preservar a memória do antigo pinheiro.
Bico de Pato
Mais à frente está o Bico de Pato. Novamente, o formato dá origem ao apelido: a curva lembra o bico da ave e é uma das passagens mais fechadas do circuito.
Mergulho
No fim do segundo setor, a volta continua pelo Mergulho. O nome se relaciona à sensação de queda dos pilotos ao atravessar o trecho, que combina alta velocidade e descida na pista.
É o ponto mais veloz do circuito. Os carros podem atingir aproximadamente 210 km/h, enquanto os pilotos enfrentam uma força de 4,4 G, equivalente a mais de quatro vezes a força da gravidade. A combinação entre velocidade e inclinação provoca a sensação de mergulho.
Junção
Depois do Mergulho vem a Junção. No traçado antigo, o trecho ficava onde a parte mista da pista se encontrava com o anel externo do autódromo. As reformas alteraram o circuito, mas o nome permaneceu como lembrança dessa conexão.
Curva do Café
Antes de fechar a volta, há ainda a Curva do Café. Não se sabe exatamente de onde veio o nome, mas três histórias populares tentam explicar o apelido.
Uma das versões mais conhecidas remete ao antigo traçado de Interlagos, que tinha quase oito quilômetros. Como o percurso era extenso, fotógrafos, repórteres, cinegrafistas e até torcedores que acompanhavam as provas naquele trecho brincavam que dava tempo de tomar um café enquanto esperavam os carros completarem a volta.
Outra narrativa diz que jornalistas faziam café perto da pista e que o aroma chegava aos pilotos durante as corridas. Uma terceira versão menciona a existência de um pé de café às margens do terreno, na década de 1930.
Depois da Curva do Café, a volta termina na reta dos boxes. No domingo (8/11), os pilotos repetirão o percurso 71 vezes antes de cruzar a linha de chegada.
Tags: F1, Fórmula 1, Interlagos







Leave a Reply